domingo, 6 de agosto de 2017

Ainda a propósito do quanto mudamos na vida e do quanto as nossas condicionantes contribuem para mudarmos, li este pedaço de texto, que me pareceu tão correcto.

"Quando, por opção mais ou menos forçada, somos privados do nosso contexto, da nossa realidade, da nossa identidade e das nossas origens, tornamo-nos pessoas irrevogavelmente diferentes, enriquecidas pelas potencialidades do novo, em que outras “gentes e ares” trazem mais conhecimentos sobre as dinâmicas psicossociais onde nos tentamos inserir e, simultaneamente, empobrecidas pelo afastar do nosso porto-seguro."

Num momento de nova mudança na minha vida e com todas as incertezas que isso levantam, existe no entanto uma certeza, gosto da pessoa que me tornei no caminho. Muito ainda para aperfeiçoar (claro), mas sempre em processo de melhoria (pelo menos para mim).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Conselhos

"Se apenas vos pudesse dar um conselho para o futuro, diria: usem protector solar. As suas vantagens a longo prazo já foram provadas cientificamente, ao passo que o resto dos meus conselhos não têm outra base mais segura do que a minha atribulada experiência.
Agora, vou dar-vos os meus conselhos para o futuro.
Gozem a força e a beleza da vossa juventude. Mas deixem lá, que só compreenderão a força e a beleza da vossa juventude quando a tiverem perdido.
Daqui a 20 anos hão-de olhar para os vossos retratos e ver que registaram coisas que vocês agora não conseguem entender: as possibilidades que se vos abriam e o aspecto fabuloso que tinham! É que vocês não são tão gordos como imaginam.
Deixem de se preocupar com o futuro, ou então preocupem-se mas saibam que isso vale tanto a pena como tentar resolver uma equação de álgebra a mascar pastilha elástica.
Os verdadeiros problemas da vossa vida serão coisas que nem sequer passaram pelas vossas cabeças preocupadas. Do tipo daquelas que surgem às 4 da tarde numa terça-feira qualquer.
Façam todos os dias uma coisa daquelas que mete medo.
Cantem.
Não se tornem levianos com o coração dos outros nem aceitem que o sejam com o vosso.
Usem o fio dental.
Não sejam invejosos: às vezes vamos à frente, outras vamos atrás. A corrida é longa, mas a verdade é que é uma corrida contra vós próprios. Lembrem-se dos elogios que vos fizeram, esqueçam os insultos. (Se conseguirem, digam-me como é que fizeram.)
Guardem as vossas velhas cartas de amor, queimem antes os extractos do banco.
Façam “stretch”.
Não tenham remorsos se não souberem o que querem fazer da vida. As pessoas mais extraordinárias que conheci, não sabiam, aos 22 anos, o que queriam fazer dela. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço, ainda não sabem...
Tomem bastante cálcio.
Cuidem dos vossos joelhos Que vos vão fazer muita falta.
Talvez se casem, talvez não. Talvez tenham filhos, talvez não. Talvez se divorciem aos 40 anos, talvez dancem sem parar no vosso 75º aniversário de casamento.
Façam o que fizerem, não se entusiasmem demais, nem se censurem.
As vossas escolhas são meio caminho andado, tal como acontece com toda a gente.
Gozem o vosso corpo, usem-no de toda a maneira que puderem! Não tenham medo dele, nem do que os outros pensam dele: o vosso corpo é o instrumento mais fantástico que jamais terão!
Dancem, ainda que não tenham onde dançar, a não ser na vossa sala de estar!
Leiam todas as instruções, mesmo que não as sigam.
Não leiam revistas de beleza, porque se sentirão mais feios!
Dêem-se ao trabalho de conhecer os vossos pais, nunca se sabe quando vos deixarão para sempre!
Sejam simpáticos com os vosso irmãos, eles são a melhor ligação que têm com o passado e os que, mais provavelmente, se manterão ao vosso lado no futuro.
Compreendam que os amigos vêm e vão.
Aguentem-se com os poucos e os melhores que têm.
Trabalhem muito para preencher as lacunas em geografia e no estilo de vida.
À medida que forem envelhecendo, mais vão precisar das pessoas que conheciam quando eram novos.
Vivam uma vez na cidade de Nova Iorque, mas partam antes que ela vos torne duros!
Vivam uma vez na Carolina do Norte, mas partam antes que ela vos torne moles demais.
Viajem.
Aceitem certas verdades inalienáveis.
Haveis de passar por crises, os políticos não deixarão de vos endrominar, vocês também vão envelhecer. Quando isso acontecer, vocês também vão dizer que quando eram novos os preços eram razoáveis, que os políticos eram mais sérios e que as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeitem os que são mais velhos que vocês.
Não fiquem à espera que alguém vos sustente. Talvez venham a ter bens ou casem com alguém rico, mas nunca se sabe se tudo isso desaparecerá...
Não se preocupem demais com o cabelo, senão, quando tiverem 40 anos, ficarão com o ar de quem tem 85.
Tenham cuidado com os conselhos que ouvem, mas sejam pacientes com aqueles que os dão. Os conselhos são uma espécie de nostalgia. Dá-los é uma maneira de trazer o passado, de o limpar, de o pintar por cima dos pedaços feios e de o reciclar por mais do que vale.
Mas não deixem de acreditar em mim quanto à protecção solar."
Baz Luhrmann, Everybody’s free (to wear sunscreen)

(retirado do blogue http://agatachristie.blogs.sapo.pt/)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

férias....

Já estamos em Julho (quase a meio de Julho) e como tal a escola já acabou.

Por aqui já se montam as mochilas para o próximo ano escolar. E que ano vai ser, tudo novidade. 
As miúdas mudam de escola. A Matilde, não só muda de escola como passa para o ensino secundário. 
O início do ano escolar prevê-se um pouco atribulado, não só pela mudança de escola, mas porque vamos estar a morar numa casa temporária, que fica um pouco afastada das escolas. 

Temos que sair desta casa até ao final deste mês. Por isso andamos a limpar, embalar, reciclar e destralhar mais uma vez!
Eu e as gémeas também já estamos a fazer a nossa mala para as férias, pois ainda antes do final do mês rumamos para terras mais quentes.
Tenho ainda que deixar as malas da Matilde prontas. Uma para o acampamento com os escuteiros, outra para quando for ter comigo.
Tenho ainda o sonho de deixar a mala do Jorge para férias, também pronta!

Fora da lista das tarefas, fica a casa para onde vamos morar. Tenho esperança que não me dê muito trabalho. Mas só vou descobrir no final de Agosto quando regressar das férias.

Já conto os dias para as férias, até porque sei que vão ser bem animadas.
Uma aventura juntar tanta gente numa casa, onde vai existir sempre gente a chegar e a partir!
Coitada da minha cunhada a quem desta vez cabe a missão de ser motorista de todos nós.

Eu já avisei os meus sobrinhos, quando eu estiver quase a explodir, por ter 7 ou 6 crianças à minha volta, só têm que me lembrar que na Irlanda naquele momento está provavelmente a chover!



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conheço o sentimento. Sei o que é.
Desta vez é um pouco diferente.
Muito mudou, muito mudei.

A juntar a tudo isto, coexiste em mim a incerteza.
Não vamos simplesmente sair daqui para a casa nova. Ainda não. Existe ainda um meio tempo, sobre o qual não está nada definido.
Tento viver o dia-a-dia, sem pensar muito nesse tempo.

Concentro a minha energia, para preparar o recomeço do ano escolar e as férias, que ainda vamos ter.

A realidade é que temos que sair desta casa no final do mês de Julho.
O plano era sairmos mais para a frente. Mas a provar que o mercado imobiliário é louco na Irlanda, os planos tiveram que mudar. Os nossos senhorios vão regressar a Dublin e querem a sua casa de volta.

A nossa estará pronta mais para o Outono (assim esperamos), até lá temos que encontrar novo poiso.

E o sentimento que me acompanha é o da despedida.
Despeço-me deste sitio que me acolheu a mim e à minha família e que nos fez sentir integrados, ajustados.
Deixo eu amigas, deixa a Matilde, deixam as gémeas, muitas em comum, nas mesmas famílias.

Deixar amigos é acrescentar algo em nós. Como se passássemos a ser maiores. Acumulamos mais em nós para partilhar com os outros.

Mas ao mesmo tempo que sentimos que crescemos, sentimos a pena e a saudade de os deixar.
Como digo, não é um sentimento novo. Sei bem o que é viver com este sentimento, de peito insuflado.

Por isso, tudo tem um sabor doce e ao mesmo tempo amargo. Em tudo se saboreia o dom da partilha e da amizade e em tudo reconhecemos o sentimento da despedida.

Este ano quando for de férias, vou pronta para mais uma vez recomeçar.

Os planos são imensos e os desejos todos bons.
Até lá tenho muitos abraços para partilhar.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

o que mudamos

A prova que a vida nos muda, ou que mudamos com a vida é que, se à um ano atrás me contassem que isto ia acontecer, nunca iria aceitar!

Teria a certeza que seria diferente.
Primeiro duvidava na possibilidade da data.
Depois negaria a possibilidade de não estar presente.

O tanto que mudei num ano.
Neste caso, para mim é mais grave foram só alguns meses e sei precisa-los, foi em Dezembro que jurei que eu ia desistir!
E depois Janeiro e Fevereiro foram o culminar daquilo que eu já tinha decidido.

Quem me conhece bem, sabe que sou uma indecisa de primeira. Em relações pessoais então, ainda mais. Tenho sempre esperança (e sei que ainda a tenho).

Mas em Dezembro lembrei-me vezes sem conta da minha amiga Sónia, quando na altura eu com 17 anos, me ensinou a abandonar amizades que nos fazem mal. Que me ensinou que a amizade é como o amor, tem de ter sempre 2 vias.

Não há zanga, nem rancor, somente muita tristeza...

E sim eu mudei.
E que bom que é deixar nos mudar pela vida.




segunda-feira, 12 de junho de 2017

música

A participação da Matilde no National Children's Choir (http://www.nationalchildrenschoir.org/index.html)
foi até hoje das experiências que mais gostei, no que envolve a educação das minhas filhas.

As escolas, têm como opcção de programa lectivo, para a disciplina de música, nos 5º e 6º anos a participação no National Children's Choir. 

Tomei conhecimento desta iniciativa no ano em que a Tânia viveu aqui pertinho de mim. A sua filhota fez parte do Coro e eu na altura tive oportunidade de ir ver. Adorei.
Dois anos depois ainda adorei mais, porque era a Matilde que estava a participar.

O evento envolve escolas de toda a cidade. E na noite do espectáculo que é no National Basketball Arena em Tallaght, juntam-se várias escolas concentrando em cada evento mais de 1000 crianças.

Estes concertos acontecem por todo o país.
Nessa noite, eu e o Jorge fomos ver e adorámos.

Nessa altura fiquei a saber, que após esse evento cada escola, escolhe algumas crianças para cantarem o mesmo concerto, mas no National Concert Hall.
Confesso que nunca pensei que a Matilde fosse escolhida.
Mas a verdade é que foi.
E então eu e o Jorge tivemos oportunidade de assistir a este espectáculo.

A selecção é feita de todas as crianças da Irlanda que participam no National Children's Choir, ou seja, deixa de ser só com crianças de Dublin. Os concertos passam a ter cerca de 300 crianças a cantar, acompanhadas pela orquestra e dirigidos por um maestro.

A acústica da sala é maravilhosa e se o primeiro espectáculo é lindo, o segundo é ainda melhor.
As vozes estão muito mais afinadas, as melodias soam ainda melhor.
Nesta sala não nos é possível filmar, ou gravar nada, havemos de receber um CD com todo o espectáculo.

Adorei esta experiência, que a mim me enriqueceu tanto e que sei que à Matilde ainda mais.

Não consegui no entanto, deixar de imaginar o que seria uma iniciativa deste género em Portugal, a organização que implica e a coragem do próprio Ministério da Educação para que um evento destes faça parte do programa lectivo das escolas.
Quem ensaia as crianças o ano inteiro são os próprios professores, que muitas vezes nas suas limitações musicais, acabam por investir tempo ou dinheiro próprio, para melhorarem a sua formação musical e puderem de uma forma mais profissional orientar as crianças.


video



Todas estas gravações são do primeiro concerto.




quinta-feira, 8 de junho de 2017

é esta a única resposta

Os últimos tempos têm sido marcados por constantes ataques terroristas.
Infelizmente começam a ser tantos, que já existe alguma naturalidade sobre os mesmos.


Não existem formas para combater este tipo de terrorismo.
As medidas que se implementam transmitem um maior sentimento de segurança, mas na prática nunca suficientes.

Mas sem dúvida que após o ataque em Manchester, fazer um concerto como o que Ariana Grande fez é uma forma de mostrar que o terror não toma conta das pessoas.

Não sou fã da música de Ariana, mas admiro a iniciativa feita. Foram vários os artistas que compareceram e a multidão que os acolheu era imensa.

Será esta uma das formas de tentarmos todos em sociedade viver para além do terror que cada ataque nos causa.

Este concerto foi uma coisa boa e que falta nos faz coisas boas.





"People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love) [2x]
Where is the love, the love, the love
It just ain't the same, old ways have changed
New days are strange, is the world insane?
If love and peace are so strong
Why are there pieces of love that don't belong?
Nations droppin' bombs
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With ongoin' sufferin' as the youth die young
So ask yourself is the lovin' really gone
So I could ask myself really what is goin' wrong
In this world that we livin' in people keep on givin' in
Makin' wrong decisions, only visions of them dividends
Not respectin' each other, deny thy brother
A war is goin' on but the reason's undercover
The truth is kept secret, it's swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all"

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Com ajuda tudo é mais fácil

Foi por altura dos anos da Matilde que a ideia surgiu.
O meu cunhado recebeu uma proposta para vir trabalhar para Dublin.

A ideia de os ter aqui pertinho de mim, fazia-me sorrir e ficava até nervosa por imaginar que ao sonhar com essa possibilidade a mesma pudesse não vir a acontecer.

Mas passado uma semana (ou seja no Crisma) tudo estava alinhado para que no principio de Maio eles viessem de facto, para perto de nós.

E de facto ter gente nossa a morar perto de nós torna a vida mais fácil.

Organizar a primeira comunhão foi mais fácil graças a eles.
Delinear os próximos meses está a ser menos penoso, por saber que os tenho perto.
Imaginar que pode acontecer alguma urgência e que tenho alguém de confiança para deixar as minhas meninas, tira-me um peso medonho de cima.

Que bom que é termos mais uma vez família assim pertinho.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Ensino

ao ler isto:
http://coconafralda.sapo.pt/ainda-a-escola-de-hoje-2202810

lembrei-me que o sistema de ensino foi um dos principais motivos que me levou a querer sair de Portugal!

4 anos escolares depois e não me arrependo.

Lembro-me quando a Matilde aqui chegou, ficou super feliz, porque tudo o que estava a dar a Matemática, já tinha dado em Portugal e isso dava-lhe mais tempo para se dedicar ao Inglês.

Pensar em fracções no segundo ano, quando as minhas gémeas ainda têm dificuldade em ver as horas, faz-me ter a certeza que tomei a decisão certa.

Já tentei inúmeras vezes falar sobre isto com imensas pessoas que discordam completamente de mim.
Eu como aluna sempre achei o nosso sistema de ensino demasiado repetitivo, ao ponto de ter estudado para testes do décimo ano com livros do sexto!
Além de que depois o choque no ensino superior é muito grande, porque já ninguém te repete nada!

Não concordo com todas as práticas de ensino que se praticam aqui, mas sinto que por aqui as crianças têm mais tempo para serem crianças. Sem terem que aprender uma segunda língua ou a fazer fracções com 7 anos!

Estamos todos muito longe do modelo da Finlândia (e certamente não é possível aplica-lo em todo o lado) mas uns estão mais longe que outros.






quinta-feira, 1 de junho de 2017

ser português

Portugal pode continuar a ganhar competições e a sair em todos os guias turísticos, como o melhor sitio para se gozar férias, que vai ser sempre difícil para um estrangeiro saber o que diferencia Portugal de Espanha.

Esta manhã, estive sozinha no ginásio com um dos treinadores, não havia aulas programadas para esta manhã e tirando alguns clientes o movimento foi quase nulo, nas horas que lá estive.

O meu colega escolheu a música e tentou ao máximo escolher música portuguesa (achava ele).

Entre o "despacito", "bailando" e mais umas quantas do Enrique Iglesias, mais algumas da Jennifer Lopez e ainda umas pérolas de um grupo chamado CNCO, tocou ainda a música oficial do Euro 2016... às tantas e provavelmente porque não obtinha nenhuma reacção da minha parte, perguntou: "Estás a gostar!?".

Coitado do rapaz quando lhe expliquei que nada daquilo era de origem portuguesa. Que ainda que eu perceba, não é a minha língua e que algumas, nem nunca tinha ouvido!




quarta-feira, 31 de maio de 2017

A comunhão das gémeas

Estava tudo planeado para que fosse um dia memorável para elas.
E agora que acabou (já lá vão quase 2 semanas) pudemos dizer que sim o dia foi delas e correu tudo bem.

Uns dias antes começamos a perceber que elas estavam nervosas, um nervoso bom, um nervoso de 8 anos, que nos faz sorrir com elas.
De manhã acordaram e a Madalena disse que sentia a barriga esquisita, a Mariana concordou e perguntou se era assim que sabíamos que estávamos nervosos!?

Caminhamos as 3 para a cabeleireira que as despachou em pouco mais de 30 minutos.
Chegamos a casa mais cedo que o planeado.
O que fez com que fossemos dos primeiros a chegar à Igreja.

Elas estavam super felizes.
Sabiam as partes todas que lhes pertenciam.
Cada uma teve a sorte de ter como testemunha do seu sacramento um dos padrinhos.
E que preocupadas que elas tiveram com esta escolha, porque iam deixar os pais de fora e achavam que se calhar isso não era justo para nós.

Estas meninas que imensas vezes me obrigam a ir buscar energia onde eu não sabia que tinha, são meninas sempre preocupadas com os outros. Que amam de coração quem lhes quer bem, que gostam de retribuir as ofertas que recebem.

Ver os nossos filhos crescer faz-nos em muitos momentos, perceber que eles são sempre maiores que os nossos desejos ou que os nossos sonhos.

O dia continuou em festa.
Éramos muitos, conseguimos ainda ser mais.
A noite ainda nos surpreendeu com uma cama que "inchou", ou seja um dos colchões abandonou o serviço nessa noite.

Valeu a pena o meu desespero, a minha ansiedade.
Elas tiveram uma valente festa, com muitas mensagens, prendas e carinho, o que fará com que se lembrem deste dia por muitos anos.

A mim cabe-me agradecer a tantos que me ajudaram neste dia, porque somos sempre melhores quando juntos a gente que gosta de fazer bem.


















terça-feira, 23 de maio de 2017

mudanças...

Eu realmente tinha dito que começava as mudanças a seguir às comunhões, mas era preciso ser mesmo a seguir... !?

O Universo tem uma maneira engraçada de me forçar a mudar....

Aqui vamos outra vez.
2017 é de facto um ano cheio de surpresas!!!


Pessoas que nos fazem bem

Antes de contar tudo sobre as vistas e as comunhões, quero agradecer às pessoas que me fazem bem.

Obrigada a elas, por existirem, por continuarem a querer fazer parte da minha vida, por me fazerem feliz.

Existem pessoas que nos fazem bem e eu tenho as minhas.

Obrigada

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pareço uma maluquinha a ver as previsões do tempo para Sábado, tipo 3 vezes ao dia... como se fossem mudar...

Pelo sim, pelo não, podem rezar comigo!?
O dia vai ser óptimo, vamos estar rodeados de gente que gostamos e as miúdas vão receber Cristo, de coração cheio.
Mas era tudo mais simples e bonito se não chovesse,


terça-feira, 9 de maio de 2017

Maio...

Um mês cheio de promessas, aventuras e conquistas.

Que alegria...


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Dizem que quando somos mães passamos a perceber melhor a nossa mãe.
Eu diria que está mais relacionado com o nosso crescimento e maturidade.

Aceitar o outro como ele é, e não como nós desejamos, constitui um desafio. Amadurecer é isso. É sermos capazes de olhar o outro e aceitá-lo.
Para mim este desafio é constante, pois sou uma idealista. E ainda que uma idealista muito racional e prática, perco-me muitas vezes a perguntar os porquês...

Acho que daí resulta o facto de ter demorado tanto a sentir-me adulta.

Daí sempre me ter feito confusão, que ao casar, ou ao ter filhos, se espere que os meus comportamentos mudem.

Não é obrigatório que as mudanças visíveis da vida nos mudem por dentro.
Mas é um facto que a vida nos muda. Ou melhor, que bom que é mudarmos ao longo da vida.

As mudanças em mim demoram. Sinto-as chegar, fico incomodada, fazem-me doer por dentro.

Mas sei que quando acontecem ficam. Como numa evolução, cresço com mais esse bocado em mim.

Mudar não é fácil, mas é bom...




sexta-feira, 28 de abril de 2017

Frases que eles dizem

Quem tem crianças sabe que eles nos brindam com frases que gostávamos de registar na nossa memória para sempre.
Infelizmente não é possível e conforme os anos passam, e o número de filhos e frases aumentam maior se torna o desafio.

A Mariana caminhava ao meu lado a caminho de casa, depois de uma manhã de escola. E contava-me que tiveram uma catequista nova na escola nesse dia e que falaram dos muitos, muitos refugiados e pediram para que os seus países parassem de estar em guerra, para que as famílias pudessem voltar a viver em paz.

E foi aí que ela me disse: "you should build longer tables than higher fences", referindo-se aos lideres do mundo.
Achei a frase genial. Daquelas que dariam para fazer uma campanha publicitária.

Esta minha filha mostra imensas vezes ter um coração enorme, cheio, grande. Para ela o mundo seria tão simples se os homens simplesmente fossem Homens.

É também dela a frase que repetimos muitas vezes aqui em casa (por vezes quase que num tom de gozo, confesso) "there aren't bad people in the world, only misunderstood people!".
Para ela ninguém é mau de forma gratuita.






quinta-feira, 27 de abril de 2017

a festa

Foi só este fim-de-semana que a Matilde pode juntar as suas amigas cá em casa e ter a festa dos 12 anos.

Teve direito a 6 amigas, a dormirem aqui em casa.
Espero que isto nos dê créditos, a nós pais, pelo menos por todo o próximo ano...

Olhem o bolo que ela ajudou a decorar...



sexta-feira, 21 de abril de 2017

O Crisma

Foi durante a preparação da Matilde para a Primeira Comunhão que soube que por aqui o Crisma se faz aos 12 anos, no fim do Ensino Primário.
Dado existirem Escolas Públicas Católicas as crianças assumem o seu compromisso no final desse ciclo.

Como é óbvio, portuguesa, católica e catequista isso fez-me imensa confusão. E a primeira reacção foi que ela faria o Crisma um dia mais tarde em Portugal!
Mas com o tempo a ideia foi ganhando forma.
Ela estava cada vez mais próxima do seu grupo de amigas e havia de facto uma caminhada juntas.

Em 2015 a Marta ligou-me para me convidar a testemunhar o seu Crisma. Também ela na altura com 12 anos, também em Itália se faz o Crisma com 12 anos! Afinal, não era só aqui!
E eu fui, e testemunhei que um Crisma aos 12 anos é de facto muito diferente de aos 16, 18 ou 20, claro!
Mas essa diferença fez-me perceber que não era necessariamente negativo!

Lembro-me em imensos Crismas, jovens de 16 anos (e por vezes mais velhos) ficarem desiludidos por não se sentirem diferentes depois do sacramento. Por não terem sentido "uma chama", por não terem visto "fogo de artificio".

Aos 12 anos nenhuma criança espera nada disso. Encaram receber o Crisma com uma enorme naturalidade e os compromissos que estabelecem são verdadeiros e realistas.


Não fico com a certeza que é melhor fazer aos 12 do que mais tarde, até porque sabendo que é um sacramento de opção própria, em que quem o recebe assume seguir Cristo para a Vida o melhor é ser uma escolha adulta.

Mas faz parte desta nova vida., descobrir e aceitar, que tanta coisa que eu sempre dei como certa, é agora diferente. E a verdadeira forma de nos integrarmos numa nova cultura é aceitar o que de diferente ela nos dá, sem julgamentos ou preconceitos.

Ter uma filha Crismada com 12 anos é sem dúvida uma prova disso.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Março já passou e que mês que foi.

Tal como tinha dito foi um mês cheio para todos, mas em especial para a Matilde.
Na agenda para além do aniversário e do Crisma, foi esquiar, fazer scuba diving, acampou, teve mais um torneio de futebol (onde não conseguiram lugar para a final), cantou ao vivo no National Children's Choir of Ireland acompanhada com Orquestra ao vivo e ainda foi ver a Irlanda a jogar com a Islândia no Aviva Stadium.

Que mês que esta miúda teve.
Mas que bom que é.
Fazer 12 anos, conseguir ter avós, tia e nós todos juntos e passado uma semana a mesma receita para o Crisma.

Eu fico de coração cheio, tão cheio que transborda e se esfrangalha num estado de ansiedade total.
Vê-los crescer de facto custa mais, do que alguma vez imaginamos...









terça-feira, 14 de março de 2017

ainda a propósito do dia da Mulher

Com os anos descubro que sou cada vez mais feminista.

Engraçado que em adolescente, cheguei a achar que as feministas eram irritantes.

Afinal descubro que o sou.
Sim, sou feminista.
Sim acredito que antes de chegarmos a um equilíbrio ainda existem muitos limites a quebrar.
Sim acredito que o principio humano nada deve ter a ver com géneros.

Mas é lixado ver que o mundo ainda é dos homens e que é muito mais fácil para eles. Aí o quanto isto me irrita!




terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

...

E em dia de Carnaval só me apetece dizer: "Ao menino e ao borracho, põe-lhe Deus a mão por baixo"!!!

Eu sei parece demasiado popular, mas é mesmo isto!
Entrar na Quaresma de coração cheio e com tanto, tanto para agradecer e mais tanto e tanto para ansiar...


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Festival da Canção

Encontrei uma perfeita explicação para o Festival da Canção.

http://quadripolaridades2.blogspot.ie/2017/02/ja-fui-ao-brasil-praia-e-bissau-angola.html

E agora que já ouvi todas e já percebi o formato, não me sinto nada entusiasmada a seguir a segunda fase.
Afinal, eles prometeram mas não conseguiram melhorar muito!
Pena...

E sim eu sou daquelas que sei as musiquinhas todas, todinhas, do tempo do antigamente!!!




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Fevereiro

Janeiro é o mês de começos, é o mês das resoluções, das promessas.
É um mês grande, demora a passar. O dinheiro fica mais curto e as resoluções são muitas vezes difíceis de conseguir.

Fevereiro quando chega, faz-nos sentir que vai passar num instante.
Que nada de importante acontece em 28 dias.
Mas este 2017 está mesmo carregado de acontecimentos.

Afinal é possível acontecer muita coisa neste pequeno mês.

Tenho andado entusiasmada e claro, receosa, ou não fosse eu!
Mas os planos estão mesmo a ganhar forma. E passo a passo conquistamos mais etapas e ganhamos mais sonhos.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

cinema

Na semana passada (eu e as mais novas) fomos ao cinema ver o filme: A Bailarina.
O filme estreou no Verão e da turma de ballet de Mariana, era ela a única que ainda não o tinha ido ver.

É um filme sobre sonhos, inocência, conquista e esforço.
Adorei.

Ando numa fase em que me apetece mesmo ir ao cinema.
E por isso este fim de semana, fui ver o filme "Jackie". Não é o tipo de filme que por norma veja no cinema, mas a verdade é que eu gosto deste tipo de filmes e acabo por nunca os ver, porque depois acabo por me esquecer deles.

Espero esta semana ir ver o La La Land. Já ouvi todas as músicas (que adoro) e tenho a certeza que ainda me vou apaixonar mais pela Ema Stone, que adorei que tivesse sido a namorada do Homem Aranha!

Em Março com os anos da mana mais velha, da casa e com visitas espero conseguir mais que uma sessão de cinema, mas aí a 2!






quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

as compras da Madalena

No dia que a Mariana comprou o laço a Madalena desistiu de comprar o seu. Mas dado já ter tido autorização para assaltar o seu piggy bank implorou (e aqui a palavra certa é mesmo implorou) que eu a deixasse comprar uns headphones que ela tinha visto na H&M.

Revirei os olhos, perguntei imensas vezes para que é que ela queria aquilo. Fiz quase chantagem a perguntar porque é que não esperava pela Páscoa, para pedir a alguém de prenda e assim poupar dinheiro. Fiz de tudo para que ela percebesse que não tem necessidade nenhuma aos 8 anos de comprar uns headphones.

Mas a sua carinha triste e conformada a dizer que entendia e que não fazia mal, quebrou-me o coração (e que bem que ela sabe isso). E lá foi ela à loja comprar os ditos.

Esta miúda vai-me dar trabalho, ai como eu sei disso...




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

as modas

Existem imensas, algumas não nos cruzamos com elas sequer, mas todos nós tivemos e vivemos as nossas modas, que nos atingem mais, quando somos miúdos e depois adolescentes. É devido a estas modas, ou tendências, que agora damos por nós a gostar tanto de ouvir as piadas e histórias do Nuno Markl.

A moda de inicio de 2017 por estes lados, são os JoJo's Bows http://www.claires.co.uk/jojo-siwa/content/fcp-content.

Não sei como é além-fronteiras, mas por aqui e pelo UK, a loucura é total, desde crianças de 2/3 anos até à adolescência, não existe cabeça de menina que não exiba um destes (pavorosos) laços.

Quando na escola já não havia como negar que era esta a nova moda eu expliquei logo que os achava demasiado grandes, demasiado pirosos e depois de saber o preço, demasiado caros!
Mas a verdade é que na turma das gémeas é rara a menina que não tem pelo menos 1! Sim, porque muitas têm um de cada cor.

No fim-de-semana que passou, programei ir com as gémeas ao cinema. E por isso, no Sábado de manhã, não achei estranho que as duas tenham vindo ter comigo (o que mostra o quanto elas estão crescidas), a pedirem para comprarem um JoJo Bown, cada uma, e serem elas a pagar com o dinheiro que têm nos mealheiros.
Achei justo.

No Domingo, no fim do cinema fomos comprar os ditos laços. E juro que não tenho como descrever a cena. A loja estava inundada de meninas entre os 5 e os 10 anos (ou algumas com mais), todas com pelo menos 1 laço na mão. A Madalena perante aquela cena, desistiu e disse que já não queria (o que eu achei justificável, uma vez que ela não é menina de seguir modas). Mas claro, a Mariana comprou.
Escolheu e foi para a fila pagar, sozinha. Fiquei eu no fundo da loja a vê-la, tão crescida, tão capaz.

E é assim que aqui em casa aderimos a esta moda, que daqui a uns anos nos servirá para mostrar fotografias da Mariana e rimos todos muito.
O laço tem ido todos os dias para a escola, até ao dia de hoje tem regressado inteiro... vamos ver quando teremos o episódio: "o drama do laço perdido".




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Catequese

Sempre achei que seria fácil dar catequese ás minhas filhas.
Atenção, não porque ache que sei tudo, mas porque sinto que tenho ferramentas para procurar e responder ao que não sei.

Mas afinal é mais ou menos um pequeno terror.

Hoje tivemos que falar sobre o Papa.
Sim para mim, Papa Francisco, para ela Pope Francis.
Primeiro Papa, para mim, Pedro, para ela Simon Peter.
Bento XVI, para ela Pope Benedict 16th.

e por aí fora... agora imaginem enumerar o nome dos 12 apóstolos...
Simon Peter, Andrew, James (the son of Zebedee), John, Philip, Bartholomew, Thomas, Mathew, James (the son of Thaddaeus), Simon the Zealot and Judas Iscariot.

Isto tudo, porque estamos a fazer a preparação para o Crisma.
Ela faz na escola e trás pequenas tarefas para fazer em casa.

Como tal já descobri os 7 gifts of the Holy Spirit e os 12 Fruits of the Holy Spirit.
Era suposto ser fácil, não era!?
Pelo menos quando chegar a vez das gémeas já não vou estranhar!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

sobre a Padaria Portuguesa...

Cada vez que vejo uma partilha ou alguma notícia sobre o dito assunto, suspiro!
Suspiro e suspiro muito!

Porque em 2011 quando saí de onde saí, a parte que me inflamava o peito de esperança, era a parte em que eu jurava a mim mesma que não queria mais conhecer, trabalhar, lidar com "patrões" da Padaria Portuguesa!
E tantos que eu conheci. Alguns eram mesmo patrões, mas a maioria eram directores, manager's, team leaders e muitos outros simples trabalhadores!!!

Li algures o seguinte: "os patrões não pagam salários, quem paga salários é o trabalho dos trabalhadores - uma parte do que fazem paga o seu salário, a outra fica com o patrão." .

Ninguém diz que ter um negócio em Portugal é fácil.
Mas num país com pouco mais de 5 milhões de população activa, continuarmos a basear a nossa produtividade em baixos salários, só contrubui para afastar os bons investimentos e os bons trabalhadores (que estão sempre ligados).

Eu a muito Km's de distância dou graças por cada vez saber menos quanto é o actual SMN em Portugal, mas sei sempre que não garante uma vida digna a ninguém...


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

já chega...

Sou só eu que estou farta de tanta notícia sobre o Trump!?

Eu sei que como acompanho as notícias em Portugal e na Irlanda, isto torna-se ainda mais difícil. Mas é a primeira vez desde que aqui vivo que os 2 países fazem uma cobertura tão grande e tão cerrada de uma única individualidade.

Como o Sr. anda, como o Sr. gesticula, como ele trata a mulher, as primeiras palavras, as primeiras acções... eu sei lá... para mim já é demais!

Além de que foi exactamente isto que o fez vencer, ter tanta cobertura e gratuita!

E ainda me faz doer mais o coração quando no meu facebook aparece algum amigo (facebookiano) que comenta de forma positiva alguma das acções enumeradas!

Estou prestes a criar uma qualquer regra, que me inibe de ler seja o que for que envolva a palavra Trump!!!

Além de que para qualquer bom português Trump é o mesmo que substituir o u da palavra, por um a e acrescentar mais um a no fim!!!
(Desculpem, mas já não aguentava mais).





segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

resoluções de Ano Novo

Logo a fechar o ano decidi que ia deixar de me queixar tanto cá em casa. Implementei esta meta mental a mim mesma. E que desafio que tem sido. Já o falhei imensas vezes e ainda estamos em Janeiro.
De facto é um dos meus maiores defeitos. Dado ser tão controladora, carrego em mim milhentas tarefas, muitas não me são impostas, sou eu que as assumo. Mas depois, não consigo obviamente dar conta de tudo e só nos momentos de falha é que reclamo da falta de ajuda. Mas aqui não reclamo baixinho, não, muitas vezes armo um drama enorme e faço parecer que sou uma absoluta vitima. Existem alturas que nem eu me consigo ouvir mais, imaginem os coitados que vivem comigo!

Como tal, 2017 vai ser o ano em que vou tentar flexibilizar. Aprender a fazer uma coisa de cada vez. Descobrir que o cesto da roupa pode estar cheio e que a televisão pode ter pó. Que se existem tarefas que podem ser divididas tenho que esperar que os outros as façam no seu tempo e à sua maneira.

Sim, é verdade é mesmo grande este desafio! E ainda por cima escolhi logo 2017, para começar a mudar isto!

Além desta proposta no inicio do ano resolvi também retomar as caminhadas diárias. Certamente não conseguirei ir caminhar todos os dias, mas se conseguir 4 dias por semana já vou ser uma pessoa satisfeita. Preciso de mexer mais os ossos e de apanhar mais ar, sol, vento e chuva, claro!

A juntar a esta última decisão vou tentar controlar melhor a minha alimentação. A verdade é que eu como mal, mesmo muito mal. Ao ponto da minha filha de 11 anos, me dizer vezes sem conta, que se preocupa comigo e que não percebe como é que eu não estou sempre doente. A base da minha alimentação é o pão. Se não gosto de arroz como o frango com pão, se não apreciou a massa, como o atum com pão, dado não comer fruta como queijo com pão! E por esta linha sempre.

Tenho assim tentado comer 1 peça de fruta por dia, comer mais vezes sopa ao almoço, beber diariamente 1 iogurte e não comer diariamente batatas fritas antes de ir para a cama (sim é verdade, isto chegou a acontecer).

Por isso para 2017 queremos uma Cláudia mais saudável, ágil e equilibrada! Fácil, fácil...
Isto tudo no ano que somamos um número mágico de aniversários.

Continuo a dizer Grande 2017.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

2016... o resumo do ano velho

Todos os anos no fim do ano olhamos para trás.

A minha primeira análise, era tristonha, zangada até. A verdade é que olho para o mundo e fico em cada ano que passa triste. Pois, no lugar de ver que evoluímos mais e mais, sinto muitas vezes que regredimos.
Mas depois de ler e ler várias análises sobre 2016, deparei-me com uma frase que dizia qualquer coisa como: "as nossas pequenas desgraças são o sonho de vida de alguém"! E ainda que odeie que olhemos para quem menos tem, com o objectivo de nos sentirmos melhor, a verdade é que aquela frase me fez todo o sentido.

No ano 2016, mantive um emprego que fiz crescer e onde estou faz agora um ano. Também o meu marido evoluiu no seu trabalho (motivo principal que nos fez vir viver para cá). As miúdas estão óptimas, super integradas na escola, com um óptimo desempenho, têm gosto em estudar e em aprender. Gozámos todos deste ano, com saúde. Tivemos oportunidade de ir ao nosso país e estar com muitos dos que mais amamos. Continuamos com sonhos, projectos e objectivos.

A verdade é que eu tenho muitas dificuldades em ser optimista. A verdade é que ainda que eu partilhe a vida com o Jorge à muitos anos, continuo sempre à espera da desgraça. Fico sempre à espera que alguém me diga o mas, a contrapartida, o que é que tenho que pagar!
Enfim...
Tenho dificuldades em admitir quando as coisas me correm bem, não vá no entretanto acontecer o pior.

2016 a nível mundial continua-nos a mostrar em muitos momentos o pior do ser humano e a deixar a claro as imensas limitações de os Homens se ajudarem uns aos outros.

Mas o nosso 2016, aqui em casa e da nossa família foi bom, foi positivo, foi construtivo e não existe muito mais que possamos pedir, do que continuarmos os 5 juntos a construir e a sonhar.

Que 2017 nos possa servir alguns dos sonhos...


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

coisas...

Todos os anos acontece o mesmo, este espaço fica parado até meio de Janeiro.
É quase impossível quando as miúdas estão de ferias vir aqui. Depois começa a escola  e o tempo voa, porque existe imensa coisa para meter em dia. A juntar a tudo isto, este ano já recebemos visitas (Grande 2017, promete!) e temos ainda os anos do pai desta casa.
É um tempo muito cheio o nosso, entre o Natal e meio de Janeiro.
Tivemos um Natal bom, pela primeira vez só os 5. Não fosse as gémeas estarem meias doentes e tinha sido mesmo perfeito. Como estavámos somente os 5, tivemos tempo para fazer tudo e mais alguma coisa e por isso mesmo a comida durou a semana inteira, após o Natal.
Participamos também pela primeira vez na Missa do Galo das famílias, onde as miúdas entraram na peça de Natal. Para nós esta missa é ainda estranha, pois é às 17.00h, mas este ano aproveitei a oportunidade para as miúdas fazerem algo diferente e integrarem a peça, coisa que se tivéssemos em Portugal, certamente já teria acontecido! Gostámos e de facto é mais fácil para uma família ir a esta missa, porque depois vai para casa e tem uma noite de Natal em família.
Na passagem de ano já tivemos companhia. Um casal amigo, também com filhos veio passar a noite connosco. Correu tudo bem, muita conversa, muita alegria e uma meia-noite quase “atrasada”.
Com o novo ano, recebemos visitas e que engraçado que foi receber 2 antigas colegas de trabalho. O tempo passa, mas as aventuras que vivemos em ambiente de trabalho ficam para sempre. Com estas visitas recuei no tempo e voltei a estar em Setúbal e a recordar muita coisa. O tempo realmente cura e hoje consigo rir de tanta coisa que vivi.
Os anos do Jorge também já passaram. Foram também a 5. Ainda que um pouco agitado soube bem.

Estamos de volta à rotina e já a planear as grandes festas de Março. O aniversario da filha mais velha e o seu crisma.

Este ano sem dúvida que promete.