quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Qual o momento que mudou a sua vida?

É esta hoje uma das perguntas lançadas pela Rádio Comercial.
Acredito tanto nisto.
São momentos, decisões... na altura decidir se ficamos em casa ou vamos com aquele grupo. Se arriscamos em fazer algo completamente diferente, ou se fazemos o que todos esperam de nós.
Se nos contentamos em ficar em casa a ver TV, ou se perdemos tardes inteiras a trabalhar para os outros.
Não estou a falar do dia em que casamos, em que acabamos o curso, em que os nossos filhos nascem.
Esses dias são culminar de muitos outros. Houve muitas decisões tomadas para que esses dias se transformassem em marcos na nossa vida.

Consigo lembrar-me de alguns momentos em que tenho a certeza que se tivesse tomado outra decisão a minha vida não era o que é hoje;
* a clara decisão sobre a minha vida vocacional (tinha eu 17 anos, na altura);
* a decisão de ir estudar para Setúbal e tirar GRH (era suposto ir para Lisboa estudar Comunicação);
* o meu namoro com o Jorge e ter sido ele o primeiro namorado que assumi perante os meus pais;
* a decisão de dedicar tardes, noites, dias a uma causa social que ainda hoje me enche o coração;
* a decisão constante de permanecer por 12 anos numa mesma empresa (demasiado tempo sem dúvida);
* a decisão de nunca mais querer voltar a fazer o que fiz durante esses 12 anos;
* a decisão de vir conhecer a Irlanda, o que levou à decisão de querer vir viver para aqui...

Tantas, tantas pequenas decisões que nos tornam quem somos.
E não param, continuamos para sempre a toma-las, a decidir o nosso caminho, o nosso presente e a definir o futuro.
Sempre tive muito presente estes e tantos outros momentos e em cada um deles tenho a certeza que fui eu que decidi o que fiz.
Claro que existem imensas outras situações na vida em que sentimos que não decidimos nada, que somos fruto de uma série de acontecimentos... mas é bom perceber que mesmo assim decidimos sempre o que fazer a partir desse ponto.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Existem dias em que olhamos para a nossa vida e não está nada como nós queremos.

E depois no meio do nada, sabemos de alguém querido com uma dor imensa, com uma perda profunda e quer queiramos ou não, voltamos a olhar para a nossa vida e descobrimos que é perfeita.
Que temos tudo o que um ser humano pode querer ter na vida.

É sem dúvida triste que tantas vezes sejam as desgraças alheias que nos fazem dar valor ao que temos.
Mas ainda assim, funcionam como despertares.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Halloween

Adoramos o dia de ontem.

Eu estava com algum receio. Os últimos anos, foi sempre tudo muito simples, fácil e divertido para as miúdas, porque iam pedir os doces com as amigas. Era uma loucura percorrer o bairro onde estávamos a morar. Porque por norma éramos 3 ou 4 adultos, com pelo menos 9 crianças!!!!

A urbanização onde estamos agora é pequena, não conhecemos ninguém! Percebi que muitas casas nem iam dar doces.
Entretanto vi o anúncio de uma festa de rua na vila. Desafiei as miúdas.
Elas reclamaram, porque assim perdiam os ditos doces.
Negociei.

E mesmo com medo que fosse um fiasco, lá fui com elas para a dita festa.

Na porta de casa, que tinha alguns enfeites, deixei uma caixa com doces e lá fomos nós.

Era um concerto de uma banda, que cantava um pouco de tudo, Bob Dylan, ABBA, Guns n Roses, Bruno Mars, como tal deu para todas nos divertirmos!
No fim houve um espectáculo de fogo de artifício, como nunca tinha visto em terras irlandesas. Aproveitando que o jardim fica por detrás do castelo, os foguetes eram lançados dentro do castelo e aproveitaram para fazer fogo preso em torno de toda a muralha e na torre.

Elas adoraram e eu também.
A juntar a tudo isto quando chegamos a casa os vizinhos tinham feito sacos com doces para as miúdas, o que fez com que elas sentissem que ganharam tudo, a festa e os doces.

Esta festa por aqui é vivida com grande entusiasmo, o que contrasta com tantos amigos que tenho em Portugal e que se manifestam absolutamente contra esta celebração.

Lembro-me ainda em Portugal, das miúdas irem mascaradas para a escola no dia de Halloween.

Percebo que entristeça muitos, que esta tradição se venha sobrepor ao Pão por Deus. Mas a verdade é que o Pão por Deus nas grandes cidades nunca vingou. Talvez por passarmos a morar todos em prédios, talvez porque deixámos de dar valor a fazer-se biscoitos tradicionais, certamente por inúmeras razões. Mas a verdade é que as crianças adoram doces e adoram fantasiar-se e o Halloween é a combinação destas 2 coisas.

Quanto à parte religiosa o dia de todos os Santos é feriado em Portugal e não necessariamente em todos os países católicos (aqui não é, tal como o Halloween também não), como tal não me parece muito correcto que se assuma que os católicos não "podem" , ou não "devem" comemorar o Halloween. Eu diria que é só uma festa e pouco mais que isso... e se há coisa que eu gosto é de festas.












terça-feira, 31 de outubro de 2017

Hoje, último dia de Outubro.
Dia de Halloween.

Espero ainda esta semana entrarmos em contagem decrescente.
Os dias passam e para mim parece, que passam demasiado devagar.

No entanto vamos somando pontos.

Neste momento ainda sem casa, já somos proprietários de um fogão, um forno, um micro ondas, um frigorífico, uma máquina de lavar loiça, uma máquina de lavar roupa e uma máquina de secar roupa, tudo encomendado e espalhado ainda por diversos pontos do globo, mas de acordo com o Sr. vendedor a caminho do armazém da loja que vai guardar tudo, para meter dentro da "casa".

São pequenos passos, mas tudo somado faz chegar o dia.





terça-feira, 10 de outubro de 2017

no more whining...



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Odeio esperar.
Odeio a espera.

A espera implica não acção.
Enquanto esperamos não podemos fazer nada.

Esta espera, em particular está me a consumir.

Fingir que tenho uma vida normal e organizada, quando estou em modo "pause", esfrangalha-me os nervos.
Olhar cada dia para as caixas dá conta de mim.
Limpar esta casa cheia de coisas "escondidas", mas à mostra desespera-me.

No entanto tento olhar para tudo como uma oportunidade, mais ou menos como ir de férias.
Viver com menos.
Ter menos obrigações.
Passar muito mais tempo com as miúdas.

Enfim...

Este projecto trouxe-nos aqui.
Que 2017 nos possibilite realmente concretizá-lo...

Está quase eu sei, mas este quase está a ser uma longa recta.