terça-feira, 19 de setembro de 2017

Setembro chegou e como planeado vem carregado de mudanças.
Foi sem dúvida um grande desafio ir de férias e estar a viver numa casa, chegar de férias e ter de viver noutra!

Para mim que não aprecio mudanças rápidas, isto está a ser um dos maiores testes à minha capacidade de adaptação.

As miúdas já começaram a escola.
E tudo tem sido uma novidade.

Tentamos nos motivar e não queixar, mas é mesmo muita mudança. Logo que a casa esteja pronta, tudo se orienta de uma forma mais fácil, para já moramos numa localidade e elas vão à escola noutra! Apanhamos autocarros, esperamos e conciliamos horários e tentamos não desesperar com o frio que já se sente.

O mais difícil em tudo isto é que para as próximas semanas, as rotinas não existem, como tal é difícil, sentir que é possível integrarmo-nos numa nova comunidade.

Mas as minhas miúdas têm me surpreendido.
Em cada dia tentam conquistar mais alguma coisa.
Falam imenso dos amigos que deixaram, das saudades, das brincadeiras, dos professores até, mas mostram-se confiantes para o futuro.
E isto dá-me a mim alento.

O grande motivo de nos mudarmos para esta área foi a casa e certamente quando a tivermos tudo ficará mais fácil, mas até lá vamos tentando nos equilibrar.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

E se falei das férias tenho que falar também do meu aniversário.

Fiz 40 anos.
E nem queiram saber o que eu demorei para apagar as velas tal é o peso que sinto em cima.

A verdade é que quando me confronto com o número 40 só penso que é um número muito grande. Mas depois olho para mim e não o sinto.
É mais ou menos como se fosse possível sentir a responsabilidade de ter que carregar um peso, mas não andar com ele em cima!
Sei lá, é difícil de explicar...

Para mim a prenda deste ano foi mesmo a viagem que acabou na véspera do meu aniversario.
Mas tive direito a uma festa bem divertida com a minha mana, o meu cunhado, as miúdas e o Jorge, claro.
A minha mana montou uma verdadeira festa aqui em casa, com um bolo de anos magnifico e balões e tudo!

Há tarde ainda conseguimos dar um pulinho ao Castelo de Malahide (agora aqui mesmo pertinho) e assistimos ao filme Dirty Dancing (a primeira vez para as miúdas).

Cheguei aos 40... e agora...!?







quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Férias

Este blogue, não seria de verdade meu se não falasse das minhas férias deste ano.

Foi a conjugação de uma série de acontecimentos que fez com que em Fevereiro eu decidisse que afinal, não só ia ter férias, como ia ter direito a um mês inteiro em terras de Itália.

Foram 28 dias a gozar de muito calor (em alguns dias de demasiado), da companhia dos meus sobrinhos e de viagens magnificas.

Estas férias foram principalmente a oportunidade perfeita para construir boas memórias, quer nas minhas filhas, quer nos meus sobrinhos. Tive a oportunidade de estar com os 5 juntinhos! E se tivesse sido possível a Matilde ter ido logo comigo, aí sim tinha sido perfeito.

Os miúdos cada vez crescem mais rápido (é essa a sensação com que ficamos) e foi muito bom ter tido este privilégio.
Ainda por cima, vivemos todos separados, o esforço para estarmos presentes nas vidas uns dos outros tem de ser sempre maior.
E este Verão acabou por nos saber bem a todos.

A juntar a esta maravilha estávamos em Bolonha, o que nos possibilitou conhecer muitas terras à volta.
Antes do Jorge chegar a Itália com a Matilde, fui conhecer Pisa. Pouco tem para ver além da torre, mas é isso que torna a cidade atrativa.
Depois do Jorge chegar fomos a Florença, a Parma (a única que não valia a pena termos ido) e a Pádua. Ainda fomos só os 2 a Veneza (para mim uma pérola).

Depois do Jorge ir embora ainda fui a Modena e a Verona.

Sem dúvida que Florença e Veneza são lindas e ganham na sua arquitectura a todas as outras cidades. São também as cidades com mais turistas e onde é quase impossível tirar uma fotografia, sem a companhia de mais alguém.
Veneza foi para mim a maior surpresa, pensava que a sua beleza era mais concentrada nos canais e no facto da cidade estar construída sobre eles. Mas esta cidade tem muito mais para mostrar. É de facto linda e majestosa, o que justifica os milhentos turistas!

Pádua é uma cidade bonita, mas com grande relevância nas Catedrais. No entanto, continuo a achar que o Santo António é de Lisboa e mais nada!

Verona e Modena são cidades mais pequenas mas muito ricas em arquitectura também. Sendo que é difícil não se sair apaixonado de Verona.

Foram muitas as viagens.
Foram muitas as experiências.
Temos milhentas fotos para lembrar esta viagem para sempre, e trouxemos imensas recordações para decorar a casa nova.

Fico com vontade de voltar, Itália é de facto um país lindo.

(Cada uma das cidades visitadas dava um post, mas a ideia nestas férias era estar com a família, não fazer um relato das nossas aventuras, que acreditem foram muitas...)


















domingo, 6 de agosto de 2017

Ainda a propósito do quanto mudamos na vida e do quanto as nossas condicionantes contribuem para mudarmos, li este pedaço de texto, que me pareceu tão correcto.

"Quando, por opção mais ou menos forçada, somos privados do nosso contexto, da nossa realidade, da nossa identidade e das nossas origens, tornamo-nos pessoas irrevogavelmente diferentes, enriquecidas pelas potencialidades do novo, em que outras “gentes e ares” trazem mais conhecimentos sobre as dinâmicas psicossociais onde nos tentamos inserir e, simultaneamente, empobrecidas pelo afastar do nosso porto-seguro."

Num momento de nova mudança na minha vida e com todas as incertezas que isso levantam, existe no entanto uma certeza, gosto da pessoa que me tornei no caminho. Muito ainda para aperfeiçoar (claro), mas sempre em processo de melhoria (pelo menos para mim).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Conselhos

"Se apenas vos pudesse dar um conselho para o futuro, diria: usem protector solar. As suas vantagens a longo prazo já foram provadas cientificamente, ao passo que o resto dos meus conselhos não têm outra base mais segura do que a minha atribulada experiência.
Agora, vou dar-vos os meus conselhos para o futuro.
Gozem a força e a beleza da vossa juventude. Mas deixem lá, que só compreenderão a força e a beleza da vossa juventude quando a tiverem perdido.
Daqui a 20 anos hão-de olhar para os vossos retratos e ver que registaram coisas que vocês agora não conseguem entender: as possibilidades que se vos abriam e o aspecto fabuloso que tinham! É que vocês não são tão gordos como imaginam.
Deixem de se preocupar com o futuro, ou então preocupem-se mas saibam que isso vale tanto a pena como tentar resolver uma equação de álgebra a mascar pastilha elástica.
Os verdadeiros problemas da vossa vida serão coisas que nem sequer passaram pelas vossas cabeças preocupadas. Do tipo daquelas que surgem às 4 da tarde numa terça-feira qualquer.
Façam todos os dias uma coisa daquelas que mete medo.
Cantem.
Não se tornem levianos com o coração dos outros nem aceitem que o sejam com o vosso.
Usem o fio dental.
Não sejam invejosos: às vezes vamos à frente, outras vamos atrás. A corrida é longa, mas a verdade é que é uma corrida contra vós próprios. Lembrem-se dos elogios que vos fizeram, esqueçam os insultos. (Se conseguirem, digam-me como é que fizeram.)
Guardem as vossas velhas cartas de amor, queimem antes os extractos do banco.
Façam “stretch”.
Não tenham remorsos se não souberem o que querem fazer da vida. As pessoas mais extraordinárias que conheci, não sabiam, aos 22 anos, o que queriam fazer dela. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço, ainda não sabem...
Tomem bastante cálcio.
Cuidem dos vossos joelhos Que vos vão fazer muita falta.
Talvez se casem, talvez não. Talvez tenham filhos, talvez não. Talvez se divorciem aos 40 anos, talvez dancem sem parar no vosso 75º aniversário de casamento.
Façam o que fizerem, não se entusiasmem demais, nem se censurem.
As vossas escolhas são meio caminho andado, tal como acontece com toda a gente.
Gozem o vosso corpo, usem-no de toda a maneira que puderem! Não tenham medo dele, nem do que os outros pensam dele: o vosso corpo é o instrumento mais fantástico que jamais terão!
Dancem, ainda que não tenham onde dançar, a não ser na vossa sala de estar!
Leiam todas as instruções, mesmo que não as sigam.
Não leiam revistas de beleza, porque se sentirão mais feios!
Dêem-se ao trabalho de conhecer os vossos pais, nunca se sabe quando vos deixarão para sempre!
Sejam simpáticos com os vosso irmãos, eles são a melhor ligação que têm com o passado e os que, mais provavelmente, se manterão ao vosso lado no futuro.
Compreendam que os amigos vêm e vão.
Aguentem-se com os poucos e os melhores que têm.
Trabalhem muito para preencher as lacunas em geografia e no estilo de vida.
À medida que forem envelhecendo, mais vão precisar das pessoas que conheciam quando eram novos.
Vivam uma vez na cidade de Nova Iorque, mas partam antes que ela vos torne duros!
Vivam uma vez na Carolina do Norte, mas partam antes que ela vos torne moles demais.
Viajem.
Aceitem certas verdades inalienáveis.
Haveis de passar por crises, os políticos não deixarão de vos endrominar, vocês também vão envelhecer. Quando isso acontecer, vocês também vão dizer que quando eram novos os preços eram razoáveis, que os políticos eram mais sérios e que as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeitem os que são mais velhos que vocês.
Não fiquem à espera que alguém vos sustente. Talvez venham a ter bens ou casem com alguém rico, mas nunca se sabe se tudo isso desaparecerá...
Não se preocupem demais com o cabelo, senão, quando tiverem 40 anos, ficarão com o ar de quem tem 85.
Tenham cuidado com os conselhos que ouvem, mas sejam pacientes com aqueles que os dão. Os conselhos são uma espécie de nostalgia. Dá-los é uma maneira de trazer o passado, de o limpar, de o pintar por cima dos pedaços feios e de o reciclar por mais do que vale.
Mas não deixem de acreditar em mim quanto à protecção solar."
Baz Luhrmann, Everybody’s free (to wear sunscreen)

(retirado do blogue http://agatachristie.blogs.sapo.pt/)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

férias....

Já estamos em Julho (quase a meio de Julho) e como tal a escola já acabou.

Por aqui já se montam as mochilas para o próximo ano escolar. E que ano vai ser, tudo novidade. 
As miúdas mudam de escola. A Matilde, não só muda de escola como passa para o ensino secundário. 
O início do ano escolar prevê-se um pouco atribulado, não só pela mudança de escola, mas porque vamos estar a morar numa casa temporária, que fica um pouco afastada das escolas. 

Temos que sair desta casa até ao final deste mês. Por isso andamos a limpar, embalar, reciclar e destralhar mais uma vez!
Eu e as gémeas também já estamos a fazer a nossa mala para as férias, pois ainda antes do final do mês rumamos para terras mais quentes.
Tenho ainda que deixar as malas da Matilde prontas. Uma para o acampamento com os escuteiros, outra para quando for ter comigo.
Tenho ainda o sonho de deixar a mala do Jorge para férias, também pronta!

Fora da lista das tarefas, fica a casa para onde vamos morar. Tenho esperança que não me dê muito trabalho. Mas só vou descobrir no final de Agosto quando regressar das férias.

Já conto os dias para as férias, até porque sei que vão ser bem animadas.
Uma aventura juntar tanta gente numa casa, onde vai existir sempre gente a chegar e a partir!
Coitada da minha cunhada a quem desta vez cabe a missão de ser motorista de todos nós.

Eu já avisei os meus sobrinhos, quando eu estiver quase a explodir, por ter 7 ou 6 crianças à minha volta, só têm que me lembrar que na Irlanda naquele momento está provavelmente a chover!



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conheço o sentimento. Sei o que é.
Desta vez é um pouco diferente.
Muito mudou, muito mudei.

A juntar a tudo isto, coexiste em mim a incerteza.
Não vamos simplesmente sair daqui para a casa nova. Ainda não. Existe ainda um meio tempo, sobre o qual não está nada definido.
Tento viver o dia-a-dia, sem pensar muito nesse tempo.

Concentro a minha energia, para preparar o recomeço do ano escolar e as férias, que ainda vamos ter.

A realidade é que temos que sair desta casa no final do mês de Julho.
O plano era sairmos mais para a frente. Mas a provar que o mercado imobiliário é louco na Irlanda, os planos tiveram que mudar. Os nossos senhorios vão regressar a Dublin e querem a sua casa de volta.

A nossa estará pronta mais para o Outono (assim esperamos), até lá temos que encontrar novo poiso.

E o sentimento que me acompanha é o da despedida.
Despeço-me deste sitio que me acolheu a mim e à minha família e que nos fez sentir integrados, ajustados.
Deixo eu amigas, deixa a Matilde, deixam as gémeas, muitas em comum, nas mesmas famílias.

Deixar amigos é acrescentar algo em nós. Como se passássemos a ser maiores. Acumulamos mais em nós para partilhar com os outros.

Mas ao mesmo tempo que sentimos que crescemos, sentimos a pena e a saudade de os deixar.
Como digo, não é um sentimento novo. Sei bem o que é viver com este sentimento, de peito insuflado.

Por isso, tudo tem um sabor doce e ao mesmo tempo amargo. Em tudo se saboreia o dom da partilha e da amizade e em tudo reconhecemos o sentimento da despedida.

Este ano quando for de férias, vou pronta para mais uma vez recomeçar.

Os planos são imensos e os desejos todos bons.
Até lá tenho muitos abraços para partilhar.