terça-feira, 29 de novembro de 2016

dramas femininos

Esta casa tem muitas mulheres e como tal existem dramas femininos que vão passar a ser uma constante.

A minha Madalena padece de uma característica feminina muito comum, a insatisfação sobre o seu guarda fato.

Ou seja, ainda que ela tenha várias combinações possíveis, ela acha sempre que tem pouca roupa.
Ainda que nunca queira comprar roupa igual à da irmã e muitas vezes faça questão de dizer-lhe que a roupa que esta escolhe é "pirosa", pede constantemente para usar a roupa da irmã.
E já não é a primeira vez que me brinda com o facto de afinal já não gostar daquilo que comprou no mês passado!

E ainda nem perto da adolescência estamos... vai ser bonito, pois vai!



terça-feira, 22 de novembro de 2016

Desaparecida...

Acontece sempre.
Desapareço daqui ou quando recebo visitas (o que não é o caso desta vez), ou quando tenho tanto, tanto para contar que fico assim sem dizer nada.

Antevejo um 2017 cheio de emoções.
Os planos são muitos, estão ligados à quantidade de desejos que carrego.

Vamos construindo e tentando cumprir cada um deles.

Por agora é só tempo de preparar.
Como numa colheita, o tempo em que se prepara a terra, é também o tempo em que se repousa.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Croke Park

Já foi à mais de uma semana que a miúda mais velha da casa foi jogar a final ao Croke Park.

Dizem os entendidos que é uma honra, um privilégio. Existem inúmeros jogadores de várias ligas, a jogar à anos e que nunca conseguiram pisar tal relvado.

Estas miúdas começaram a jogar em Setembro e conseguiram disputar uma final no Estádio Nacional aqui do sitio.
Confesso que ia super entusiasmada, porque sempre que por aqui se fala em Croke Park, enchem o peito de ar e mostram um imenso orgulho.
A história do Estádio é de facto bonita, mas a mim não me encheu o peito! Fiquei assim mais ou menos desiludida. O simbolismo, ninguém lhe tira, mas para quem como eu tem o Estádio da Luz como referencia, o Croke Park é pequeno, simples e nada majestoso.
Mas isto claro  é a minha perspectiva.

Seja como for uma final, é sempre uma final e um jogo, é sempre um jogo.

Não ganharam, mas um segundo lugar, foi na mesma um resultado único na historia da escola.












terça-feira, 18 de outubro de 2016

Pedacinho de Deus

Que Lindo...

"...

Se sentes dentro de ti

Sempre a sede de gritar,
O nome da liberdade,
A coragem de falar.
A palavra da verdade.
E a servir, participar,
Na construção da cidade,
Na construção da cidade,

Então…

Refrão: Tens em ti, um pedacinho de Deus
Tens rumos certos no coração
Desperta o sonho, tens em ti os céus 
Liberta a vida da palma da mão
Faz desses rumos, os caminhos teus
De Jesus recebeste, esta missão!
..."


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

a chegar lá...

"Aos 40, quer se goste quer não, já não somos a menina querida de ninguém."

Li isto algures na internet, não é uma frase minha mas não sei de quem seja.
Mas é uma pura verdade.

Eu que sempre me senti menina, menina por alguma razão, menina de alguém. Sei que já não o sou, já não o sinto. 

E ainda este ano na aldeia quando alguém me reconheceu como Leandrinha, pela primeira vez aquele nome não me fez sentir menina, mas sim adulta e até velha, porque todos os Leandros e Leandras que conheci assim o eram, velhos!

Descansem ainda não me sinto velha, mas sim já não sou menina!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

companheiras

A Mariana tem trazido todos os dias parte do seu almoço de volta.
Todos os dias tenho reclamado com ela e hoje chamei-a e disse-lhe que tínhamos que resolver, que não podia continuar a acontecer. E foi então que ela me explicou que nos 10 minutos que tem para almoçar, tem ajudado a Hannah a aprender inglês.

A Hannah chegou no inicio de Setembro da Roménia, a família tem poucos conhecimentos de Inglês e a menina não tem nenhuns.

E eu perguntei à Mariana, "lembras-te? Foi igual contigo. Tu também não sabias falar inglês".
E a minha menina mais nova respondeu: "Não mãe, eu tinha a Madalena".

Que bom este sentimento que tudo na vida é mais fácil, porque nunca estamos sós.
Ainda que sofressem as 2 do mesmo problema sentiam que não estavam sozinhas, porque se tinham uma à outra.

Cada criança que emigrasse devia levar consigo um gémeo...


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Hoje é mais um dia que mostra que a distância tem um custo.
Um custo demasiado grande, nestes dias de dor e de perda.

Resta-me rezar, na certeza porém que somos muitos a rezar e que também ela reza comigo!

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