sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

2016... o resumo do ano velho

Todos os anos no fim do ano olhamos para trás.

A minha primeira análise, era tristonha, zangada até. A verdade é que olho para o mundo e fico em cada ano que passa triste. Pois, no lugar de ver que evoluímos mais e mais, sinto muitas vezes que regredimos.
Mas depois de ler e ler várias análises sobre 2016, deparei-me com uma frase que dizia qualquer coisa como: "as nossas pequenas desgraças são o sonho de vida de alguém"! E ainda que odeie que olhemos para quem menos tem, com o objectivo de nos sentirmos melhor, a verdade é que aquela frase me fez todo o sentido.

No ano 2016, mantive um emprego que fiz crescer e onde estou faz agora um ano. Também o meu marido evoluiu no seu trabalho (motivo principal que nos fez vir viver para cá). As miúdas estão óptimas, super integradas na escola, com um óptimo desempenho, têm gosto em estudar e em aprender. Gozámos todos deste ano, com saúde. Tivemos oportunidade de ir ao nosso país e estar com muitos dos que mais amamos. Continuamos com sonhos, projectos e objectivos.

A verdade é que eu tenho muitas dificuldades em ser optimista. A verdade é que ainda que eu partilhe a vida com o Jorge à muitos anos, continuo sempre à espera da desgraça. Fico sempre à espera que alguém me diga o mas, a contrapartida, o que é que tenho que pagar!
Enfim...
Tenho dificuldades em admitir quando as coisas me correm bem, não vá no entretanto acontecer o pior.

2016 a nível mundial continua-nos a mostrar em muitos momentos o pior do ser humano e a deixar a claro as imensas limitações de os Homens se ajudarem uns aos outros.

Mas o nosso 2016, aqui em casa e da nossa família foi bom, foi positivo, foi construtivo e não existe muito mais que possamos pedir, do que continuarmos os 5 juntos a construir e a sonhar.

Que 2017 nos possa servir alguns dos sonhos...


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

coisas...

Todos os anos acontece o mesmo, este espaço fica parado até meio de Janeiro.
É quase impossível quando as miúdas estão de ferias vir aqui. Depois começa a escola  e o tempo voa, porque existe imensa coisa para meter em dia. A juntar a tudo isto, este ano já recebemos visitas (Grande 2017, promete!) e temos ainda os anos do pai desta casa.
É um tempo muito cheio o nosso, entre o Natal e meio de Janeiro.
Tivemos um Natal bom, pela primeira vez só os 5. Não fosse as gémeas estarem meias doentes e tinha sido mesmo perfeito. Como estavámos somente os 5, tivemos tempo para fazer tudo e mais alguma coisa e por isso mesmo a comida durou a semana inteira, após o Natal.
Participamos também pela primeira vez na Missa do Galo das famílias, onde as miúdas entraram na peça de Natal. Para nós esta missa é ainda estranha, pois é às 17.00h, mas este ano aproveitei a oportunidade para as miúdas fazerem algo diferente e integrarem a peça, coisa que se tivéssemos em Portugal, certamente já teria acontecido! Gostámos e de facto é mais fácil para uma família ir a esta missa, porque depois vai para casa e tem uma noite de Natal em família.
Na passagem de ano já tivemos companhia. Um casal amigo, também com filhos veio passar a noite connosco. Correu tudo bem, muita conversa, muita alegria e uma meia-noite quase “atrasada”.
Com o novo ano, recebemos visitas e que engraçado que foi receber 2 antigas colegas de trabalho. O tempo passa, mas as aventuras que vivemos em ambiente de trabalho ficam para sempre. Com estas visitas recuei no tempo e voltei a estar em Setúbal e a recordar muita coisa. O tempo realmente cura e hoje consigo rir de tanta coisa que vivi.
Os anos do Jorge também já passaram. Foram também a 5. Ainda que um pouco agitado soube bem.

Estamos de volta à rotina e já a planear as grandes festas de Março. O aniversario da filha mais velha e o seu crisma.

Este ano sem dúvida que promete.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Natal

Nesta altura do ano ouvimos muitas queixas (eu infelizmente não fujo à regra e espero com inicio na data de hoje, deixar de me queixar, tanto, aqui em casa). 

São inúmeras as histórias que se reformulam e circulam sobre a importância do Natal, que a maioria das pessoas já nem celebra da forma certa, que é um consumismo, que nos esquecemos que é o nascimento de Jesus e tudo em volta desta questão.

Esta atitude generalizada de quem muitas vezes se considera num nível superior ou espiritual, ou até mesmo intelectual começa de facto a irritar-me.
Começo a ter vontade de realmente carregar num botão "dislike" sempre que no meu ecrãn aparece algo, altamente moral e igualmente piegas.

Na escola das miúdas (como já referi imensas vezes) existem 32 nacionalidades distintas. Algumas delas (e ainda que seja uma escola católica) são mulçumanas, como tal nesta altura não celebram estas festividades. 
Há dias em conversa com uma das mães perguntava-lhe como era, o que é que ela achava de tudo isto? Achava exagerado? Um festival? 
A resposta foi super simples, estamos a falar de uma familia mulçumana com 4 crianças, que me disse adorar a festa do Natal. Adoram as luzes e os enfeites. Adoram a alegria que facilmente se vê nas ruas. Adoram que se assista de facto a um aumento da generosidade nesta altura e que se reflecte muitas vezes na forma como nos tratamos mutuamente. Adoram tanto que compram uma pequena prenda para dar às crianças, algo muito simbólico, dizia-me ela, mas algo de partilha.

Sim, eu sei, esta família é só uma e talvez muito enraizada já nas tradições irlandesas. Mas gostei tanto de ouvir.
Porque para esta família Jesus de facto não tem importância nenhuma, mas ainda assim nós todos e porque celebramos o seu nascimento, conseguimos mostrar o melhor da celebração do Natal.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

a soma das partes...

Tudo o que se tem escrito e reescrito sobre Mário Soares nos últimos dias tem me feito pensar muito na forma como avaliamos as pessoas.


Os políticos são no geral mais difíceis de avaliar, ou melhor é nos mais difícil avaliar o bem que possam ter feito em sobreposição com o mal. Porque nos é mais fácil fixar o mal e porque muitas vezes esse mesmo mal nos afecta. 

Queiramos ou não Portugal teve bons políticos (certamente ainda os tem, infelizmente muitos deles passaram a preferir não se fazer notar). Queiramos ou não nomes como Mário Soares, Cavaco Silva, Freitas do Amaral, Álvaro Cunhal e tantos outros, vão ficar na historia, vão constar dos livros, como marcos de mudanças.
Nenhum destes políticos, está isento de acções negativas.
Álvaro Cunhal que a maioria considera um verdadeiro comunista, tem para mim essa característica como maior defeito, o que impossibilitou o partido comunista em Portugal de evoluir como aconteceu na maioria da Europa.
Cavaco Silva podia, para mim, ficar na historia como um excelente politico, se não tivesse sido o presidente da republica que decidiu ser (ou não ser), aqui fico indecisa sobre a sua caracterização.
E o mesmo sobre Mário Soares.
Políticos perfeitos que me lembre não existe em lado ou tempo algum, porque simplesmente não existem pessoas perfeitas.
Lembro-me de ter tido uma conversa há pouco tempo sobre o que é um bom trabalhador. E claro, para caracterizarmos um bom trabalhador enumerados adjectivos, o que nos leva a tornar muitas vezes quase impossível que alguém o seja.
Mas a verdade é que existem bons exemplos. 


Muitas vezes esquecemos que o todo é sempre maior que a soma das partes.

Eu, já fui má trabalhadora, já fui má amiga, má mulher, má filha, má irmã, má mãe (desconfio que nesta ultima ainda vou ser muitas mais vezes má), mas continuo no fim a considerar que sou boa pessoa. Porque quero e gosto de acreditar que não são as acções individuais que nos constituem, mas o resultado de todas elas juntas.

Devíamos deixar de estar constantemente a analisar o mal de cada um e passar a tentar “copiar” o bem que cada um nos inspira, e nos mostra.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

dramas femininos

Esta casa tem muitas mulheres e como tal existem dramas femininos que vão passar a ser uma constante.

A minha Madalena padece de uma característica feminina muito comum, a insatisfação sobre o seu guarda fato.

Ou seja, ainda que ela tenha várias combinações possíveis, ela acha sempre que tem pouca roupa.
Ainda que nunca queira comprar roupa igual à da irmã e muitas vezes faça questão de dizer-lhe que a roupa que esta escolhe é "pirosa", pede constantemente para usar a roupa da irmã.
E já não é a primeira vez que me brinda com o facto de afinal já não gostar daquilo que comprou no mês passado!

E ainda nem perto da adolescência estamos... vai ser bonito, pois vai!



terça-feira, 22 de novembro de 2016

Desaparecida...

Acontece sempre.
Desapareço daqui ou quando recebo visitas (o que não é o caso desta vez), ou quando tenho tanto, tanto para contar que fico assim sem dizer nada.

Antevejo um 2017 cheio de emoções.
Os planos são muitos, estão ligados à quantidade de desejos que carrego.

Vamos construindo e tentando cumprir cada um deles.

Por agora é só tempo de preparar.
Como numa colheita, o tempo em que se prepara a terra, é também o tempo em que se repousa.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Croke Park

Já foi à mais de uma semana que a miúda mais velha da casa foi jogar a final ao Croke Park.

Dizem os entendidos que é uma honra, um privilégio. Existem inúmeros jogadores de várias ligas, a jogar à anos e que nunca conseguiram pisar tal relvado.

Estas miúdas começaram a jogar em Setembro e conseguiram disputar uma final no Estádio Nacional aqui do sitio.
Confesso que ia super entusiasmada, porque sempre que por aqui se fala em Croke Park, enchem o peito de ar e mostram um imenso orgulho.
A história do Estádio é de facto bonita, mas a mim não me encheu o peito! Fiquei assim mais ou menos desiludida. O simbolismo, ninguém lhe tira, mas para quem como eu tem o Estádio da Luz como referencia, o Croke Park é pequeno, simples e nada majestoso.
Mas isto claro  é a minha perspectiva.

Seja como for uma final, é sempre uma final e um jogo, é sempre um jogo.

Não ganharam, mas um segundo lugar, foi na mesma um resultado único na historia da escola.