quarta-feira, 2 de junho de 2021

 "There are some love stories written in the stars, but their are some love stories written together" <3

20 anos.

Sonhos, desejos, promessas, conquistas, tantos momentos juntos, sempre juntos.

Ninguém sabia, ou sequer podia imaginar o que seriam estes 20 anos, mas eu sei o que eu pedi para serem, o que queria que fossem. 

Queria continuar a amar este homem e este projecto como naquele dia.

É esse o compromisso e a escolha em cada dia destes 20 anos jutntos.

Se algo mudou foi a idade, o resto é igual, juntos, sempre juntos e sempre com muita e boa companhia.








quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

A dada altura neste video o Fernando diz que conheceu um Santo "o Eng. Gil".

E eu que direi um dia? que conheci o irmão Gil e conheço e admiro tanto o meu querido Frei Fernando.


https://sic.pt/Programas/julia/videos/2020-05-28-Frei-Fernando-emociona-se-com-mensagem-dos-amigos-da-Baixa-da-Banheira-Foram-os-tres-anos-mais-felizes-da-minha-vida


Apanhados na rede

2020 já terminou mas algumas coisas devem ficar registadas por aqui.

Para quem sabe um dia... 

Apanhados na rede: Cláudia Marques - Irlanda -

sábado, 28 de novembro de 2020

'Rule The World' with a surprise appearance from Gary Barlow | The Late ...



For me this is definitely the biggest challenge of 2020, even together or close we are all apart.
I miss all of my owns, I miss hugging people, being close with others and I’m lucky I face all of this in a house with 3 kids and lots of love and joy ❤️
This is for real what I want back in 2021, to get together 🙏

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

"We must be willing to get rid of the life we've planned, so as to have the life that is waiting for us.
Follow your bliss and the universe will open doors for you where there were only walls.
The cave you fear to enter holds the treasure you seek.
The privilege of a lifetime is being who you are.
A hero is someone who has given his or her life to something bigger than oneself.
Find a place inside where there's joy, and the joy will burn out the pain.
The goal of life is to make your heartbeat match the beat of the universe, to match your nature with Nature.
Your sacred space is where you can find yourself again and again.
The big question is whether you are going to be able to say a hearty yes to your adventure.
I don't believe people are looking for the meaning of life as much as they are looking for the experience of being alive."
 
Joseph Campbell

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Ser louca por uns segundos...

Todos os anos as miúdas escrevem a carta ao Pai Natal.

Este ano só as gémeas se propuseram a tal tarefa e como costume, a mim cabia-a me a tarefa de garantir, que as mesmas chegavam ao destinatário.
Por aqui os Correios têm um serviço, em que com um selo de 1€ as crianças mais tarde, recebem uma carta de resposta do Pai Natal, com umas folhas de actividades.

Mas para isto acontecer a carta tem de ser posta nos correios antes do dia 01 de Dezembro.

Um destes dias, sai literalmente a correr para passar nos Correios a caminho de casa para enviar as ditas cartas.
A fila era enorme, mas eu esperei com a paciência imensa que só os pais têm nesta altura do ano.


Chegada a minha vez a funcionária dos correios (que esperemos seja nova naquele posto) olhou para mim incrédula e disse: “sabe que isto não vai para lado nenhum certo? basta meter na caixa” eu olhei e respondi, sim, mas preciso de meter o selo senão as miúdas não recebem a resposta. A funcionária, que juro nesta altura olhava para mim como se eu fosse mesmo louca, voltou a dizer: “mas o Pólo Norte não existe, por isso é só meter na caixa”.

Nesta altura eu já não sabia bem o que dizer e olhei para a funcionária ao lado na ânsia de ajuda.


Consegui a ajuda que pedi e foi aí que a funcionária que me estava a atender disse, mas estes anos todos eu meti sempre as cartas dos meus filhos na caixa sem selo nenhum! Depois acrescentou, realmente nunca recebi resposta, mas nem sabia que se recebia.


Rimos todas da situação, mas para mim o que me ficou, foi a cara daquela Sra. que chegou a achar que eu era completamente louca e que tinha perdido todo o juízo que podia ter!


Senti mesmo que a dada altura ela me tratou como doidinha....

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O que vemos

"Dança o teu azar
enterra-o por aí
Vem passar por dentro
da tempestade
Lança-te a voar
nada como abrir
as asas ao vento
e aprender a cair"





Ninguém vê a realidade da mesma forma que outra pessoa.

Sei bem isto, porque quando temos miopia, de cada vez que aumentamos a graduação descobrimos algo novo na realidade que nos rodeia.
Este vídeo, foi todo ele gravado na Quinta da Fonte da Prata. Uma zona para a qual olhamos tantas vezes sem conseguirmos ver o que aqui aparece...

E sim vale a pena ouvir a música e ouvir com atenção a letra!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Solidariedade real

Das coisas que ainda me surpreendem. 

Trabalho num escritório onde a maioria somos mulheres, como tal é normal um pouco de intriga, coscuvilhice e diz que diz. 


Mas hoje no meio do nada, alguém explica que temos uma colega doente, que está ausente à já alguns dias e que vai continuar ausente, está a fazer exames para saber o que se passa e assim. 


Resultado: cada colega contribuiu com o que pode para a ajudar neste momento. 


Toda a gente se levantou e entregou o que achou por bem para ajudar. 


E a mim estas coisas ainda me surpreendem, e sabem bem, mesmo bem. 

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Estado actual...

Era para ser 1 mês.
Acabaram por ser quase 4 meses a investigar e a validar o passado dos candidatos que querem trabalhar na maior companhia área irlandesa.

Quando em 2011 deixei o mundo do recrutamento, quase que jurei que não voltaria a fazer o mesmo.
Muito mudou, muito mudei, mas continuei sempre com medo de voltar a esta área.
Mesmo quando mudei de país, tive sempre receio de concorrer neste sector.

Concorri para algo genérico na área administrativa. No fim da entrevista, a entrevistadora perguntou-me porque é que não voltava a fazer recrutamento.
Numa entrevista a pessoa nunca quer dizer que não quer e a verdade é que são mais de 10 anos de experiência nessa área.
Era um mês. Era uma experiência.

Nos primeiros dias ia morrendo.
Pensei que não era capaz de voltar a assimilar tanta informação em tão pouco tempo.
No fim do primeiro dia, só tinha vontade de desistir.

Estou numa equipa de mais de 40 pessoas, das quais cerca de 20 fazem recrutamento.
O projecto era para recrutar mais de 700 pessoas e colocá-las a trabalhar antes do Verão começar.

Cedo se percebeu que não se ia cumprir o objectivo e como tal o projecto ia demorar mais que um mês.
Em pouco tempo passei da fase do não percebo nada disto, para a fase em que estava a dar formação a outras pessoas para trabalharem no mesmo Sistema.
Ao fim de 2 meses, passei a ser a pessoa com mais conhecimento no Sistema, ainda que continuasse como temporária.

Quando o projecto se aproximava do fim, havia novos projectos a começar.
E tive a oportunidade de continuar na empresa, mas desta feita a fazer recrutamento para um projecto inovador.
A empresa quer formar pilotos e abriu um concurso, ao qual responderam mais de 17000 candidatos.
Daqui tem que se avaliar cada um, responder a cada um e escolher os mais aptos e motivados para um projecto que demora cerca de 2 anos de preparação.

Tudo isto provocou imensas alterações na nossa vida familiar.
Cada nova missão exigia novos acordos com o after school das miúdas, novas promessas sobre as visitas à casa das amigas, novas e maiores responsabilidades para a filha mais velha.
Tudo isto foi conquistado, sempre a 5. 
Temos agora também a vantagem de ter a minha Irmã por perto, o que ajuda até a manter a perspectiva, se estamos a fazer as opções mais normais ou nem por isso!

A verdade é que mesmo nos últimos anos em que trabalhei, foram sempre projectos em part-time, em que elas quase que não se apercebiam que eu trabalhava, porque chegavam da escola e a mãe estava em casa. 
As gémeas não tinham noção do que era andar num ATL.
A Matilde percebeu, que afinal estar sozinha tem muito mais responsabilidades do que o aparente prazer que apresenta.

Eu no meio de tudo ainda luto para não desesperar porque a casa não esta sempre como eu gosto, ou o jantar não está pronto à hora que eu gostava. Tenho a sorte de ter um marido que me apoia, tenta entender a minha louca frustração e que efectivamente faz equipa para que tudo corra da melhor maneira.

Tem sido uma montanha russa.
Mas voltar ao mundo do recrutamento, ainda que noutro país faz-me ter a certeza que as pessoas são iguais em todo o lado, que trabalhar como fornecedor é sempre mais difícil do que ser o cliente, que um escritório cheio de mulheres é sempre um ambiente com demasiadas hormonas femininas e  que a intriga e a coscuvilhice fazem parte de qualquer ambiente organizacional. No entanto existem algumas diferença de nível cultural entre os  2 países.
Primeiro que tudo serem mais de 20 pessoas a fazer recrutamento para um pico máximo de 700 admissões nos meses de Verão.
Depois ainda que exista urgência no trabalho, a hora da saída e os fins-de-semana são absolutamente sagrados, nunca a música “nine to five” me fez tanto sentido.
Depois são processos tão grandes, tão cheios de pormenores que pequenos erros são inevitáveis, a reacção ao erro por aqui também é  muito diferente. Não existe um tormento sobre os pequenos erros, a primeira reacção perante um erro é como o corrigir e evitar que volte a ocorrer, mas não se apontam dedos, não se gritam nomes, não se perseguem pessoas.
O trabalho é para se fazer, para se cumprir e não é nenhuma paixão. Paixão é o dia do pagamento em que se pode planear uma loucura. Ninguém tem medo de dizer que trabalha pelo dinheiro, o que torna a relação trabalho muito mais saudável. Não existe a idolatria ao chefe e à empresa.

Alguns destes pontos, já tinha descoberto no tempo que trabalhei no ginásio, mas estava integrada numa empresa pequena, com uma equipa reduzida e muito familiar.Agora o cenário mudou mas muitas das conclusões sobre a cultura empresarial em terras irlandesas são as mesmas que já tinha.

O objectivo depois deste grande projecto é avaliar o que será melhor para mim e para a minha família, mas com mais confiança. Costumava dizer aos meus alunos, que aconteça o que acontecer o conhecimento fica sempre connosco e passado estes anos todos, esta experiencia foi a prova disso.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

férias

Normalmente os blogues param pelas pessoas irem de férias.
Este vai parar por 30 dias, para eu ir trabalhar a tempo inteiro!

É verdade ao fim de quase 6 anos, vou trabalhar pelo menos 1 mês em horário completo e por isso antevê-se um aumento nos níveis de stress.

Em 2 dias as histórias são já muitas, até porque estou a trabalhar numa equipa gigante de recrutamento... mas muitas nunca vão sair da minha memória, até porque já se sabe, envolvem sempre a história de alguém, para além da minha.




quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Aprender Espanhol

Desde que as miúdas vieram para esta escola que tinha vontade de frequentar as aulas para adultos de Espanhol.
Estávamos longe e não fazia sentido vir perder uma manhã para satisfazer o gosto que eu tenho por os sons espanhóis.

Quando o ano começou disse ao Jorge que ia frequentar as aulas. No entanto em cada semana às quartas-feiras surgia algo. Esta semana lá fui.

Sabia que ia gostar, a seguir ao italiano é o meu som favorito.
A forma como se enrola a língua, o som fantástico (para mim) de dizer pantálones.

O mais difícil é a escrita, os acentos são todos em locais diferentes dos nossos, escrever palavras com s, c ou z passa a ser uma aventura! Isto para não falar do h, j e g!!!
Mas os sons são fáceis e eu adorei.

El mundo es un  pañuelo!
O mundo é uma ervilha!


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Novo ano

Um novo ano que começou e um balanço sobre o ano que passou que necessitamos de fazer.

Foi um ano de conquistas. Sem dúvida que era essa a proposta e o desafio para 2017 e no fim pudemos afirmar que conseguimos.
Foi quando regressamos de férias em 2016 que estabelecemos o objectivo de comprar casa em 2017. Sabíamos que era um grande desafio, principalmente neste mercado. Em Fevereiro uma série de pequenos acontecimentos fizeram com que escolhêssemos a casa onde estou hoje. Foi esse o grande plano e o grande objectivo dos 10 meses que se seguiram.

Foi também em Fevereiro que a ideia de passar um mês em Itália ganhou luz. Também fruto de uma série de pequenas coisas, decidi ir passar um mês com a minha cunhada e os miúdos. Foi uma grande aventura e agora que olho para trás, foi sem dúvida um grande desafio para todos nós, mas no fim, foi uma aventura cheia de conquistas. Sinto que fiquei mais perto dos meus sobrinhos e só por isso toda a viagem valeu a pena. Claro que Itália é um país lindo, e como tal, ter a oportunidade de o conhecer é também uma grande mais-valia.

2017 foi um ano de sacramentos na nossa família. A Matilde fez o Crisma e as gémeas a sua primeira comunhão. E que bem que nos soube receber nestas alturas a família e os padrinhos das miúdas. Recebemos também inúmeros pequenos mimos que nos fazem ter a certeza que mesmo longe da nossa antiga paróquia em Portugal, fizemos lá amizades para vida.

Foi na altura do Crisma da Matilde, que a ideia da minha mana vir morar para a Irlanda surgiu. E antes da primeira comunhão das gémeas já eles estavam a morar a 30 minutos de distância de nós. Que maravilha, voltar a ter família pertinho.
Quem diria que 2017 nos traria também esta conquista.

Foi também em 2017 que tive que tomar algumas decisões bem difíceis e que ainda me causam alguma dor no coração. Mas é assim que descobrimos que mesmo com 40 anos ainda existem tantas decisões para tomar e tanto caminho para percorrer.

Pela primeira vez na minha vida despedi-me de um trabalho. E se eu gostei desta minha última experiência profissional. Mas mudar de vila, tornava impossível continuar a trabalhar no ginásio e como tal, entro em 2018 à procura de um novo desafio profissional.

Os últimos meses de 2017 foram de grande ansiedade e até um pouco desesperantes. Tínhamos mudado tudo nas nossas vidas, em função da casa que escolhemos e o processo de compra de casa neste país é de deixar qualquer um com os cabelos em pé.
No fim mesmo pertinho do Natal recebemos as nossas chaves, o que fez com que o Natal e o fim de ano tivessem um sabor ainda mais doce.

O ano chegou ao fim e os projectos para 2018 são já muitos e a ansiedade que vivemos nos últimos meses faz-nos ter vontade de tomar mesmo grandes decisões.
2018 será sem dúvida mais um ano de desafios e parece que eu vou ter de enfrentar um bem grande... continuar a desejar que os meus braços pudessem transpor Oceanos.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Natal

As notícias em Portugal resumem-se a 2 temas, Rui Rio e Suppernanny. Até o meu Natal é mais interessante.

Pois é, já passou imenso tempo (daqui a bocado um mês) mas mais uma vez conseguimos ter um Natal óptimo.

Os meus pais chegaram na antevéspera de Natal e parecia eu, uma criança pequena, de tamanha excitação.
Era a chegada dos meus pais, era o pensar na casa, na mudança, em tudo.
Não me continha de tanta emoção.

Dividimos "as festas" e passamos a véspera de Natal na casa minha mana e o dia era por nossa conta.

O mais difícil foi na manhã de 25, convencer as miúdas a não abrir as prendas antes que os meus pais e a minha irmã chegassem!!! Elas não tiveram que esperar muito, porque eles vieram bem cedo, mas aquilo que para nós foi menos de 1 hora, para elas pareceu uma eternidade.

A maior surpresa para elas era uma caixa enorme que estava no meio da sala e que nenhum adulto, identificou como sendo da sua responsabilidade. Ora claro, se não era nossa só podia ser do Pai Natal!!!

Quando a abriram descobriram um trampolim (que ainda está à espera de poder ser montado) que as fez delirar. No entanto senti algum receio por parte das gémeas. Porque se o Pai Natal lhes deu o que elas não pediram (que queriam muito, mas não lhe pediram a ele), o que aconteceu às prendas que elas realmente lhe tinham pedido.

No fim perceberam que receberam tudo o que pediram. O que as levou a perguntar, como é que eu sabia que o Pai Natal não lhes ia dar aquilo... (a idade não perdoa e as dúvidas cada vez são maiores). Eu lá encontrei uma explicação e elas aceitaram, mas são cada vez mais os mas... que vão surgindo.

O resto do dia foi sempre em família, basicamente em redor da mesa.
Nesse dia tínhamos todos que ganhar forças porque no dia a seguir íamos carregar tudo para a casa nova!






quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dia do Obrigado

Hoje é dia de dizer Obrigada.
E talvez por ser hoje também o primeiro dia que tenho oportunidade de estar sozinha na minha casa nova, sinto-me imensamente agradecida.

Desde que emigramos este foi sem dúvida o nosso maior desafio. Comprar casa na Irlanda é um processo penoso (um destes dias vou tentar escrever como se desenrolou toda esta história, até pode servir de ajuda a alguém no futuro).

Mas hoje com uma boa parte da casa já montada sinto-me de facto feliz.
Feliz porque conseguimos.
Feliz porque isto nos dá uma estabilidade imensa.
Feliz porque agora existem muitos novos sonhos para construir.

Neste processo tenho muito a agradecer, ao meu marido que nunca desistiu, que em cada obstáculo procurava manter-se optimista, muito porque ele sabe que eu sou céptica e assim ele assume que tem de ser positivo pelos 2.
Agradecer às minhas filhas que voltaram a ter a vida delas de pernas para o ar e que tentaram sempre ser positivas e continuam a tentar conquistar tudo o que tiveram até aqui.

Agradecer à minha mana e ao meu cunhado, pois para além das milhentas histórias e queixas que ouviram nestes 10 meses, apoiaram-nos sempre, ao ponto de nos darem a certeza que sem tecto nunca havíamos de ficar.

Agradecer aos meus pais. Que este Natal andaram metidos numa mudança, quando eles vivem na mesma casa à mais de 40 anos. Eles praticamente mudaram-se no mesmo dia que nós para esta casa, no caso deles eram férias!

Agradecer ao resto da família e dos amigos, que ainda que nos achem loucos, por nos metermos numa aventura destas, nos apoiaram e tentaram manter-nos animados.

Agradecer a Deus, por me dar sempre os meios para realizar os meus sonhos. Sem dúvida é isso que desejo para 2018, que Deus me continue a abençoar, porque eu e a minha família conseguimos fazer o resto (eu disse que estava feliz... desculpem a presunção).



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Existem dias que parecem não ter fim. Semanas que passam a ter muitas mais horas...

Quando se está à espera o tempo fica elástico.

Aí a ansiedade.
Ups...


It isn't anxiety, it is excitement.
But a very strange excitement...


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Árvore de Natal

Como por aqui já referi, este ano não sei se vou montar a minha árvore de Natal.
Alguma será, só ainda não tenho a certeza se será a que tenho montado nos últimos anos.

A primeira árvore que montei com o Jorge era toda perfeitinha, só algumas fitas bem gordas, anjos e velas! Era toda dourada e vermelha. Talvez ao fim de 2 anos o meu marido disse que toda a gente tinha árvores vermelhas e douradas e que era o que se via em todas as superfícies comerciais.
Mudamos as decorações para prateado e azul!
Com os anos descobrimos que também era do que mais se via.

E começamos então a nossa árvore do gelo!
Um pinheiro artificial verde com pontas brancas, umas bolas bem grandes de luzes brancas, bolas e flocos de neve. Era muito despida, mas nós adorávamos.

As miúdas cresceram e cada vez traziam mais coisas das escolas para pendurar na árvore. Confesso que na ânsia da árvore estar sempre perfeita resisti em pendurar os enfeites que elas traziam. Com o tempo acabei por ceder e por adorar cada um deles.

Ao virmos para a Irlanda, as lembranças aumentaram. Além das decorações que as miúdas faziam, passamos a receber muitas como lembrança de Natal. E a nossa árvore para além das bolas cheias de luz e de flocos de neve, passou a ter pais natais, bonecos de neve, renas, uma sagrada família, estrelas, corações, botões e até ninjas!
Cada uma das decorações que colocamos tem um significado.
Elas adoram porque sabem todos.

Por esta altura o meu facebook enche-se com fotos das árvores de tantos que guardo no coração, aumento sempre a imagem na ânsia de ver as pequenas lembranças que vamos mandando com os anos!
Fico de coração cheio quando as vejo, porque sinto que estou naquele Natal.

Muitas vezes habituamo-nos tanto à ânsia de ser perfeitos que não cedemos ao valor que as pequenas coisas podem significar.

Adoro a minha árvore porque já não é só minha e do Jorge.
É de verdade de nós os 5 e de tantos com quem partilho as graças pelo nascimento de Jesus.




Esta última foto apareceu ontem no meu facebook é do último ano que montámos a árvore na nossa casa em Portugal e deu me umas saudades...

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Novembro parece infinito.
O frio chegou de vez.
Cada dia nos custa mais as esperas... e são muitas, entre a biblioteca, o Centro Comercial, as paragens dos autocarros, a escola da Matilde e a escola das mais novas.

Tudo isto porque continuamos à espera que nos liguem a marcar a dita "escritura".
A casa está pronta, mas faltam os papéis!
Já descobri mais alguns proprietários das casas vizinhas que estão na mesma situação que nós. E todos referem a mesma frase: "demasiado tempo", "é necessária mais paciência".
Todos fomos informados com as mesmas datas, o que nos leva a crer que sejam verdadeiras.
Mas existe sempre o mas...

O sistema imobiliário deste país é digno de um filme de terror.
Alugar casa é mais difícil que arranjar trabalho e como tal é possível que as pessoas cheguem a esta ilha e fiquem meses em Hotéis ou B&B, mesmo quando vêm com contratos de trabalho assinados.

No Verão quando começamos à procura de casa deste lado da cidade, fomos ver uma, mesmo pertinho da escola das miúdas, era uma casa de 2 quartos, cozinha juntamente com a sala e uma casa de banho. Éramos mais de 50 pessoas a ver a casa. O agente recebia o nome e todas as referências que, quem quer lugar casa neste país, tem de apresentar. Estamos a falar de contratos de trabalho, extractos bancários, recibos de ordenado e mesmo que se leve uma bula papal ou uma carta do Presidente da República, ainda assim pode não ser "escolhido" para ter o direito de pagar uma renda exorbitante!

Foi por sabermos de toda esta loucura (que com o final da crise se agravou ainda mais) que decidimos que permanecer na Irlanda passava obrigatoriamente por comprar casa.
Sabíamos que comprar casa também era um processo demorado e em que quem compra é sempre a parte mais fraca. Mas confesso que tinha esperança que o processo fosse mais ágil e menos burocrático!

Afinal comprar casa pode também ser um verdadeiro filme de terror.
No meio de tudo sei que tive sorte. Estamos numa casa onde nos tem sido possível renovar o acordo de aluguer mensalmente, o que torna possível neste momento não temer ficar sem tecto durante o Natal.

Mas quando para aqui vim, empacotei tudo aquilo de que não ia necessitar nos próximos 3 meses! Afinal já passaram 5... e nas caixas lembro-me que guardei comida, chocolates, detergentes até! Não faço a menor ideia em que estado exacto estará tudo e recuso-me a abri-las. Temos uma arrecadação debaixo das escadas da casa e as primeiras caixas que entraram para o fundo desse cubículo foram as decorações de Natal e a respectiva árvore, o resto está cheio de caixas até à porta da arrecadação.
Já disse que se aqui estiver no Natal prefiro comprar uma árvore nova do que tentar ir buscar a nossa!

Atenção não se trata de uma questão de preguiça, ou simples teimosia, não querer abrir as caixas. Nós estivemos 2 anos a viver numa casa sem mobília, ou seja, tudo o que estava na casa era nosso. Agora estamos a viver numa casa muito mais pequena e completamente mobilada. Não existe espaço para meter mais nada. Ao todo nesta casa temos neste momento 18 cadeiras e mais 4 bancos (isto para dar uma ideia).

Tudo isto tem o lado magnifico que é quando formos abrir as caixas tudo será uma surpresa. Um autentico Natal.

Devido ao facto de termos caixas de cartão espalhadas pela casa toda andamos constantemente a espirrar. Pois ainda que eu limpe, o pó acumulado no cartão alimenta de forma eficaz as nossas alergias!
Dado ter tanta coisa guardada, agora que chega a altura do Natal tem sido um desafio encontrar novos espaços para guardar as prendas das miúdas...

Enfim... quando esta aventura chegar ao fim teremos para sempre esta história para contar, sobre a maior adversidade que se apresenta a quem se desloca para a Irlanda, arranjar casa!

terça-feira, 21 de novembro de 2017

sinto saudades da minha filha mais velha

A Matilde começou este ano a escola secundária.
As diferenças são muitas, mas a nível curricular tudo continua a correr bem.

No entanto existe uma coisa, que todos estranhamos imenso, o horário.
Ela agora passa muitas mais horas na escola e quando chega a casa tem sempre trabalhos de casa para fazer. Como tal, são poucas as horas que ela se pode sentar comigo e com as irmãs a não fazer nada, a brincar, a conversar.

Sentimos imenso esta diferença.

A escola está a correr bem.
Estranhamos imensa coisa, ela estranhou ainda mais a ausência das amigas dos últimos 4 anos. É mais uma vez começar de novo e agora com 12 anos, o que como sabemos, vai cada vez custando mais.
Mas a nível pedagógico não temos nada a apontar à escola.
Eu tinha (e continuo a ter) imensa curiosidade sobre o ensino secundário daqui e até à data parece-me muito idêntico ao esquema do ensino primário. Simples, prático e muito organizado.

Vai começar esta semana os exames do primeiro período. Trouxe o calendário com as marcações. Cada professor marcou o seu exame com o professor responsável pelo primeiro ano, o que faz que em 8 dias tenha todos os exames, nunca tendo mais que 2 exames ao dia.
Nas semanas dos exames não há aulas, só fazem exames.
Se tiverem que ficar na escola entre exames, vão para uma sala designada para estudarem para os exames que vão ter a seguir.

A Matilde encontra-se no sétimo ano tem um horário simples, com entrada todos os dias à mesma hora. Os conteúdos programáticos são dados de forma simples, sem pressa. Daquilo que vou acompanhando do sistema português, parece-me que aqui se demora mais tempo a dar conteúdos, o que faz com que pareça que se anda atrasado, por comparação.

No sétimo ano, ela ainda entrega trabalhos feitos à mão. Valorizam mais a sua caligrafia que saber usar um computador. Se tiver que fazer uma apresentação ainda usa o método da cartolina com colagens, o que faz com que todo o trabalho seja dela.
Por aqui ainda se vai à biblioteca e é a própria escola que garante a inscrição dos alunos.

As aulas são de 40 minutos, sendo que as aulas práticas são 2 períodos seguidos.
Têm os seus cacifos onde deixam tudo o que não precisam para as aulas, incluindo os telemóveis, que não podem usar dentro da escola.

Por enquanto estamos satisfeitos, o sistema é simples, a escola acessível, em termos de comunicação com os professores.

Vamos continuando na expectativa, porque esta aventura ainda agora começou.



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Não faço a menor ideia de quando a casa nos vai ser entregue e ainda que reze a todos os santinhos para que estejamos na casa antes do Natal, não existem garantias.

Mas desde que decidimos comprar a casa que desejo montar um quarto bem especial para as gémeas.

Elas já escolheram as camas e andam desde sempre a dizer querem um Kawai style bedroom.

Existem coisas de nos fazer perder a cabeça.








quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Qual o momento que mudou a sua vida?

É esta hoje uma das perguntas lançadas pela Rádio Comercial.
Acredito tanto nisto.
São momentos, decisões... na altura decidir se ficamos em casa ou vamos com aquele grupo. Se arriscamos em fazer algo completamente diferente, ou se fazemos o que todos esperam de nós.
Se nos contentamos em ficar em casa a ver TV, ou se perdemos tardes inteiras a trabalhar para os outros.
Não estou a falar do dia em que casamos, em que acabamos o curso, em que os nossos filhos nascem.
Esses dias são culminar de muitos outros. Houve muitas decisões tomadas para que esses dias se transformassem em marcos na nossa vida.

Consigo lembrar-me de alguns momentos em que tenho a certeza que se tivesse tomado outra decisão a minha vida não era o que é hoje;
* a clara decisão sobre a minha vida vocacional (tinha eu 17 anos, na altura);
* a decisão de ir estudar para Setúbal e tirar GRH (era suposto ir para Lisboa estudar Comunicação);
* o meu namoro com o Jorge e ter sido ele o primeiro namorado que assumi perante os meus pais;
* a decisão de dedicar tardes, noites, dias a uma causa social que ainda hoje me enche o coração;
* a decisão constante de permanecer por 12 anos numa mesma empresa (demasiado tempo sem dúvida);
* a decisão de nunca mais querer voltar a fazer o que fiz durante esses 12 anos;
* a decisão de vir conhecer a Irlanda, o que levou à decisão de querer vir viver para aqui...

Tantas, tantas pequenas decisões que nos tornam quem somos.
E não param, continuamos para sempre a toma-las, a decidir o nosso caminho, o nosso presente e a definir o futuro.
Sempre tive muito presente estes e tantos outros momentos e em cada um deles tenho a certeza que fui eu que decidi o que fiz.
Claro que existem imensas outras situações na vida em que sentimos que não decidimos nada, que somos fruto de uma série de acontecimentos... mas é bom perceber que mesmo assim decidimos sempre o que fazer a partir desse ponto.