No dia que a Mariana comprou o laço a Madalena desistiu de comprar o seu. Mas dado já ter tido autorização para assaltar o seu piggy bank implorou (e aqui a palavra certa é mesmo implorou) que eu a deixasse comprar uns headphones que ela tinha visto na H&M.
Revirei os olhos, perguntei imensas vezes para que é que ela queria aquilo. Fiz quase chantagem a perguntar porque é que não esperava pela Páscoa, para pedir a alguém de prenda e assim poupar dinheiro. Fiz de tudo para que ela percebesse que não tem necessidade nenhuma aos 8 anos de comprar uns headphones.
Mas a sua carinha triste e conformada a dizer que entendia e que não fazia mal, quebrou-me o coração (e que bem que ela sabe isso). E lá foi ela à loja comprar os ditos.
Esta miúda vai-me dar trabalho, ai como eu sei disso...
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
as modas
Existem imensas, algumas não nos cruzamos com elas sequer, mas todos nós tivemos e vivemos as nossas modas, que nos atingem mais, quando somos miúdos e depois adolescentes. É devido a estas modas, ou tendências, que agora damos por nós a gostar tanto de ouvir as piadas e histórias do Nuno Markl.
A moda de inicio de 2017 por estes lados, são os JoJo's Bows http://www.claires.co.uk/jojo-siwa/content/fcp-content.
Não sei como é além-fronteiras, mas por aqui e pelo UK, a loucura é total, desde crianças de 2/3 anos até à adolescência, não existe cabeça de menina que não exiba um destes (pavorosos) laços.
Quando na escola já não havia como negar que era esta a nova moda eu expliquei logo que os achava demasiado grandes, demasiado pirosos e depois de saber o preço, demasiado caros!
Mas a verdade é que na turma das gémeas é rara a menina que não tem pelo menos 1! Sim, porque muitas têm um de cada cor.
No fim-de-semana que passou, programei ir com as gémeas ao cinema. E por isso, no Sábado de manhã, não achei estranho que as duas tenham vindo ter comigo (o que mostra o quanto elas estão crescidas), a pedirem para comprarem um JoJo Bown, cada uma, e serem elas a pagar com o dinheiro que têm nos mealheiros.
Achei justo.
No Domingo, no fim do cinema fomos comprar os ditos laços. E juro que não tenho como descrever a cena. A loja estava inundada de meninas entre os 5 e os 10 anos (ou algumas com mais), todas com pelo menos 1 laço na mão. A Madalena perante aquela cena, desistiu e disse que já não queria (o que eu achei justificável, uma vez que ela não é menina de seguir modas). Mas claro, a Mariana comprou.
Escolheu e foi para a fila pagar, sozinha. Fiquei eu no fundo da loja a vê-la, tão crescida, tão capaz.
E é assim que aqui em casa aderimos a esta moda, que daqui a uns anos nos servirá para mostrar fotografias da Mariana e rimos todos muito.
O laço tem ido todos os dias para a escola, até ao dia de hoje tem regressado inteiro... vamos ver quando teremos o episódio: "o drama do laço perdido".
A moda de inicio de 2017 por estes lados, são os JoJo's Bows http://www.claires.co.uk/jojo-siwa/content/fcp-content.
Não sei como é além-fronteiras, mas por aqui e pelo UK, a loucura é total, desde crianças de 2/3 anos até à adolescência, não existe cabeça de menina que não exiba um destes (pavorosos) laços.
Quando na escola já não havia como negar que era esta a nova moda eu expliquei logo que os achava demasiado grandes, demasiado pirosos e depois de saber o preço, demasiado caros!
Mas a verdade é que na turma das gémeas é rara a menina que não tem pelo menos 1! Sim, porque muitas têm um de cada cor.
No fim-de-semana que passou, programei ir com as gémeas ao cinema. E por isso, no Sábado de manhã, não achei estranho que as duas tenham vindo ter comigo (o que mostra o quanto elas estão crescidas), a pedirem para comprarem um JoJo Bown, cada uma, e serem elas a pagar com o dinheiro que têm nos mealheiros.
Achei justo.
No Domingo, no fim do cinema fomos comprar os ditos laços. E juro que não tenho como descrever a cena. A loja estava inundada de meninas entre os 5 e os 10 anos (ou algumas com mais), todas com pelo menos 1 laço na mão. A Madalena perante aquela cena, desistiu e disse que já não queria (o que eu achei justificável, uma vez que ela não é menina de seguir modas). Mas claro, a Mariana comprou.
Escolheu e foi para a fila pagar, sozinha. Fiquei eu no fundo da loja a vê-la, tão crescida, tão capaz.
E é assim que aqui em casa aderimos a esta moda, que daqui a uns anos nos servirá para mostrar fotografias da Mariana e rimos todos muito.
O laço tem ido todos os dias para a escola, até ao dia de hoje tem regressado inteiro... vamos ver quando teremos o episódio: "o drama do laço perdido".
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Catequese
Sempre achei que seria fácil dar catequese ás minhas filhas.
Atenção, não porque ache que sei tudo, mas porque sinto que tenho ferramentas para procurar e responder ao que não sei.
Mas afinal é mais ou menos um pequeno terror.
Hoje tivemos que falar sobre o Papa.
Sim para mim, Papa Francisco, para ela Pope Francis.
Primeiro Papa, para mim, Pedro, para ela Simon Peter.
Bento XVI, para ela Pope Benedict 16th.
e por aí fora... agora imaginem enumerar o nome dos 12 apóstolos...
Simon Peter, Andrew, James (the son of Zebedee), John, Philip, Bartholomew, Thomas, Mathew, James (the son of Thaddaeus), Simon the Zealot and Judas Iscariot.
Isto tudo, porque estamos a fazer a preparação para o Crisma.
Ela faz na escola e trás pequenas tarefas para fazer em casa.
Como tal já descobri os 7 gifts of the Holy Spirit e os 12 Fruits of the Holy Spirit.
Era suposto ser fácil, não era!?
Era suposto ser fácil, não era!?
Pelo menos quando chegar a vez das gémeas já não vou estranhar!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
sobre a Padaria Portuguesa...
Cada vez que vejo uma partilha ou alguma notícia sobre o dito assunto, suspiro!
Suspiro e suspiro muito!
Porque em 2011 quando saí de onde saí, a parte que me inflamava o peito de esperança, era a parte em que eu jurava a mim mesma que não queria mais conhecer, trabalhar, lidar com "patrões" da Padaria Portuguesa!
E tantos que eu conheci. Alguns eram mesmo patrões, mas a maioria eram directores, manager's, team leaders e muitos outros simples trabalhadores!!!
Li algures o seguinte: "os patrões não pagam salários, quem paga salários é o trabalho dos trabalhadores - uma parte do que fazem paga o seu salário, a outra fica com o patrão." .
Ninguém diz que ter um negócio em Portugal é fácil.
Mas num país com pouco mais de 5 milhões de população activa, continuarmos a basear a nossa produtividade em baixos salários, só contrubui para afastar os bons investimentos e os bons trabalhadores (que estão sempre ligados).
Eu a muito Km's de distância dou graças por cada vez saber menos quanto é o actual SMN em Portugal, mas sei sempre que não garante uma vida digna a ninguém...
Suspiro e suspiro muito!
Porque em 2011 quando saí de onde saí, a parte que me inflamava o peito de esperança, era a parte em que eu jurava a mim mesma que não queria mais conhecer, trabalhar, lidar com "patrões" da Padaria Portuguesa!
E tantos que eu conheci. Alguns eram mesmo patrões, mas a maioria eram directores, manager's, team leaders e muitos outros simples trabalhadores!!!
Li algures o seguinte: "os patrões não pagam salários, quem paga salários é o trabalho dos trabalhadores - uma parte do que fazem paga o seu salário, a outra fica com o patrão." .
Ninguém diz que ter um negócio em Portugal é fácil.
Mas num país com pouco mais de 5 milhões de população activa, continuarmos a basear a nossa produtividade em baixos salários, só contrubui para afastar os bons investimentos e os bons trabalhadores (que estão sempre ligados).
Eu a muito Km's de distância dou graças por cada vez saber menos quanto é o actual SMN em Portugal, mas sei sempre que não garante uma vida digna a ninguém...
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
já chega...
Sou só eu que estou farta de tanta notícia sobre o Trump!?
Eu sei que como acompanho as notícias em Portugal e na Irlanda, isto torna-se ainda mais difícil. Mas é a primeira vez desde que aqui vivo que os 2 países fazem uma cobertura tão grande e tão cerrada de uma única individualidade.
Como o Sr. anda, como o Sr. gesticula, como ele trata a mulher, as primeiras palavras, as primeiras acções... eu sei lá... para mim já é demais!
Além de que foi exactamente isto que o fez vencer, ter tanta cobertura e gratuita!
E ainda me faz doer mais o coração quando no meu facebook aparece algum amigo (facebookiano) que comenta de forma positiva alguma das acções enumeradas!
Estou prestes a criar uma qualquer regra, que me inibe de ler seja o que for que envolva a palavra Trump!!!
Além de que para qualquer bom português Trump é o mesmo que substituir o u da palavra, por um a e acrescentar mais um a no fim!!!
(Desculpem, mas já não aguentava mais).
Eu sei que como acompanho as notícias em Portugal e na Irlanda, isto torna-se ainda mais difícil. Mas é a primeira vez desde que aqui vivo que os 2 países fazem uma cobertura tão grande e tão cerrada de uma única individualidade.
Como o Sr. anda, como o Sr. gesticula, como ele trata a mulher, as primeiras palavras, as primeiras acções... eu sei lá... para mim já é demais!
Além de que foi exactamente isto que o fez vencer, ter tanta cobertura e gratuita!
E ainda me faz doer mais o coração quando no meu facebook aparece algum amigo (facebookiano) que comenta de forma positiva alguma das acções enumeradas!
Estou prestes a criar uma qualquer regra, que me inibe de ler seja o que for que envolva a palavra Trump!!!
Além de que para qualquer bom português Trump é o mesmo que substituir o u da palavra, por um a e acrescentar mais um a no fim!!!
(Desculpem, mas já não aguentava mais).
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
resoluções de Ano Novo
Logo a fechar o ano decidi que ia deixar de me queixar tanto cá em casa. Implementei esta meta mental a mim mesma. E que desafio que tem sido. Já o falhei imensas vezes e ainda estamos em Janeiro.
De facto é um dos meus maiores defeitos. Dado ser tão controladora, carrego em mim milhentas tarefas, muitas não me são impostas, sou eu que as assumo. Mas depois, não consigo obviamente dar conta de tudo e só nos momentos de falha é que reclamo da falta de ajuda. Mas aqui não reclamo baixinho, não, muitas vezes armo um drama enorme e faço parecer que sou uma absoluta vitima. Existem alturas que nem eu me consigo ouvir mais, imaginem os coitados que vivem comigo!
Como tal, 2017 vai ser o ano em que vou tentar flexibilizar. Aprender a fazer uma coisa de cada vez. Descobrir que o cesto da roupa pode estar cheio e que a televisão pode ter pó. Que se existem tarefas que podem ser divididas tenho que esperar que os outros as façam no seu tempo e à sua maneira.
Sim, é verdade é mesmo grande este desafio! E ainda por cima escolhi logo 2017, para começar a mudar isto!
Além desta proposta no inicio do ano resolvi também retomar as caminhadas diárias. Certamente não conseguirei ir caminhar todos os dias, mas se conseguir 4 dias por semana já vou ser uma pessoa satisfeita. Preciso de mexer mais os ossos e de apanhar mais ar, sol, vento e chuva, claro!
A juntar a esta última decisão vou tentar controlar melhor a minha alimentação. A verdade é que eu como mal, mesmo muito mal. Ao ponto da minha filha de 11 anos, me dizer vezes sem conta, que se preocupa comigo e que não percebe como é que eu não estou sempre doente. A base da minha alimentação é o pão. Se não gosto de arroz como o frango com pão, se não apreciou a massa, como o atum com pão, dado não comer fruta como queijo com pão! E por esta linha sempre.
Tenho assim tentado comer 1 peça de fruta por dia, comer mais vezes sopa ao almoço, beber diariamente 1 iogurte e não comer diariamente batatas fritas antes de ir para a cama (sim é verdade, isto chegou a acontecer).
Por isso para 2017 queremos uma Cláudia mais saudável, ágil e equilibrada! Fácil, fácil...
Isto tudo no ano que somamos um número mágico de aniversários.
Continuo a dizer Grande 2017.
De facto é um dos meus maiores defeitos. Dado ser tão controladora, carrego em mim milhentas tarefas, muitas não me são impostas, sou eu que as assumo. Mas depois, não consigo obviamente dar conta de tudo e só nos momentos de falha é que reclamo da falta de ajuda. Mas aqui não reclamo baixinho, não, muitas vezes armo um drama enorme e faço parecer que sou uma absoluta vitima. Existem alturas que nem eu me consigo ouvir mais, imaginem os coitados que vivem comigo!
Como tal, 2017 vai ser o ano em que vou tentar flexibilizar. Aprender a fazer uma coisa de cada vez. Descobrir que o cesto da roupa pode estar cheio e que a televisão pode ter pó. Que se existem tarefas que podem ser divididas tenho que esperar que os outros as façam no seu tempo e à sua maneira.
Sim, é verdade é mesmo grande este desafio! E ainda por cima escolhi logo 2017, para começar a mudar isto!
Além desta proposta no inicio do ano resolvi também retomar as caminhadas diárias. Certamente não conseguirei ir caminhar todos os dias, mas se conseguir 4 dias por semana já vou ser uma pessoa satisfeita. Preciso de mexer mais os ossos e de apanhar mais ar, sol, vento e chuva, claro!
A juntar a esta última decisão vou tentar controlar melhor a minha alimentação. A verdade é que eu como mal, mesmo muito mal. Ao ponto da minha filha de 11 anos, me dizer vezes sem conta, que se preocupa comigo e que não percebe como é que eu não estou sempre doente. A base da minha alimentação é o pão. Se não gosto de arroz como o frango com pão, se não apreciou a massa, como o atum com pão, dado não comer fruta como queijo com pão! E por esta linha sempre.
Tenho assim tentado comer 1 peça de fruta por dia, comer mais vezes sopa ao almoço, beber diariamente 1 iogurte e não comer diariamente batatas fritas antes de ir para a cama (sim é verdade, isto chegou a acontecer).
Por isso para 2017 queremos uma Cláudia mais saudável, ágil e equilibrada! Fácil, fácil...
Isto tudo no ano que somamos um número mágico de aniversários.
Continuo a dizer Grande 2017.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
2016... o resumo do ano velho
Todos os anos no fim do ano olhamos para trás.
A minha primeira análise, era tristonha, zangada até. A verdade é que olho para o mundo e fico em cada ano que passa triste. Pois, no lugar de ver que evoluímos mais e mais, sinto muitas vezes que regredimos.
Mas depois de ler e ler várias análises sobre 2016, deparei-me com uma frase que dizia qualquer coisa como: "as nossas pequenas desgraças são o sonho de vida de alguém"! E ainda que odeie que olhemos para quem menos tem, com o objectivo de nos sentirmos melhor, a verdade é que aquela frase me fez todo o sentido.
No ano 2016, mantive um emprego que fiz crescer e onde estou faz agora um ano. Também o meu marido evoluiu no seu trabalho (motivo principal que nos fez vir viver para cá). As miúdas estão óptimas, super integradas na escola, com um óptimo desempenho, têm gosto em estudar e em aprender. Gozámos todos deste ano, com saúde. Tivemos oportunidade de ir ao nosso país e estar com muitos dos que mais amamos. Continuamos com sonhos, projectos e objectivos.
A verdade é que eu tenho muitas dificuldades em ser optimista. A verdade é que ainda que eu partilhe a vida com o Jorge à muitos anos, continuo sempre à espera da desgraça. Fico sempre à espera que alguém me diga o mas, a contrapartida, o que é que tenho que pagar!
Enfim...
Tenho dificuldades em admitir quando as coisas me correm bem, não vá no entretanto acontecer o pior.
2016 a nível mundial continua-nos a mostrar em muitos momentos o pior do ser humano e a deixar a claro as imensas limitações de os Homens se ajudarem uns aos outros.
Mas o nosso 2016, aqui em casa e da nossa família foi bom, foi positivo, foi construtivo e não existe muito mais que possamos pedir, do que continuarmos os 5 juntos a construir e a sonhar.
Que 2017 nos possa servir alguns dos sonhos...
A minha primeira análise, era tristonha, zangada até. A verdade é que olho para o mundo e fico em cada ano que passa triste. Pois, no lugar de ver que evoluímos mais e mais, sinto muitas vezes que regredimos.
Mas depois de ler e ler várias análises sobre 2016, deparei-me com uma frase que dizia qualquer coisa como: "as nossas pequenas desgraças são o sonho de vida de alguém"! E ainda que odeie que olhemos para quem menos tem, com o objectivo de nos sentirmos melhor, a verdade é que aquela frase me fez todo o sentido.
No ano 2016, mantive um emprego que fiz crescer e onde estou faz agora um ano. Também o meu marido evoluiu no seu trabalho (motivo principal que nos fez vir viver para cá). As miúdas estão óptimas, super integradas na escola, com um óptimo desempenho, têm gosto em estudar e em aprender. Gozámos todos deste ano, com saúde. Tivemos oportunidade de ir ao nosso país e estar com muitos dos que mais amamos. Continuamos com sonhos, projectos e objectivos.
A verdade é que eu tenho muitas dificuldades em ser optimista. A verdade é que ainda que eu partilhe a vida com o Jorge à muitos anos, continuo sempre à espera da desgraça. Fico sempre à espera que alguém me diga o mas, a contrapartida, o que é que tenho que pagar!
Enfim...
Tenho dificuldades em admitir quando as coisas me correm bem, não vá no entretanto acontecer o pior.
2016 a nível mundial continua-nos a mostrar em muitos momentos o pior do ser humano e a deixar a claro as imensas limitações de os Homens se ajudarem uns aos outros.
Mas o nosso 2016, aqui em casa e da nossa família foi bom, foi positivo, foi construtivo e não existe muito mais que possamos pedir, do que continuarmos os 5 juntos a construir e a sonhar.
Que 2017 nos possa servir alguns dos sonhos...
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