terça-feira, 18 de outubro de 2016

Pedacinho de Deus

Que Lindo...

"...

Se sentes dentro de ti

Sempre a sede de gritar,
O nome da liberdade,
A coragem de falar.
A palavra da verdade.
E a servir, participar,
Na construção da cidade,
Na construção da cidade,

Então…

Refrão: Tens em ti, um pedacinho de Deus
Tens rumos certos no coração
Desperta o sonho, tens em ti os céus 
Liberta a vida da palma da mão
Faz desses rumos, os caminhos teus
De Jesus recebeste, esta missão!
..."


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

a chegar lá...

"Aos 40, quer se goste quer não, já não somos a menina querida de ninguém."

Li isto algures na internet, não é uma frase minha mas não sei de quem seja.
Mas é uma pura verdade.

Eu que sempre me senti menina, menina por alguma razão, menina de alguém. Sei que já não o sou, já não o sinto. 

E ainda este ano na aldeia quando alguém me reconheceu como Leandrinha, pela primeira vez aquele nome não me fez sentir menina, mas sim adulta e até velha, porque todos os Leandros e Leandras que conheci assim o eram, velhos!

Descansem ainda não me sinto velha, mas sim já não sou menina!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

companheiras

A Mariana tem trazido todos os dias parte do seu almoço de volta.
Todos os dias tenho reclamado com ela e hoje chamei-a e disse-lhe que tínhamos que resolver, que não podia continuar a acontecer. E foi então que ela me explicou que nos 10 minutos que tem para almoçar, tem ajudado a Hannah a aprender inglês.

A Hannah chegou no inicio de Setembro da Roménia, a família tem poucos conhecimentos de Inglês e a menina não tem nenhuns.

E eu perguntei à Mariana, "lembras-te? Foi igual contigo. Tu também não sabias falar inglês".
E a minha menina mais nova respondeu: "Não mãe, eu tinha a Madalena".

Que bom este sentimento que tudo na vida é mais fácil, porque nunca estamos sós.
Ainda que sofressem as 2 do mesmo problema sentiam que não estavam sozinhas, porque se tinham uma à outra.

Cada criança que emigrasse devia levar consigo um gémeo...


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Hoje é mais um dia que mostra que a distância tem um custo.
Um custo demasiado grande, nestes dias de dor e de perda.

Resta-me rezar, na certeza porém que somos muitos a rezar e que também ela reza comigo!

...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ética

A histeria em Portugal está insuportável.
À semelhança do que aconteceu com os Contratos de Associação para o ensino privado, onde a dita classe média tinha os filhos todos a estudar em colégios (ainda que morassem na Margem Sul, por exemplo, onde nunca existiu um contrato desse tipo), agora todos os contribuintes assalariados médios têm bens imobiliários no valor de meio milhão de Euros.

A lei que existia que tributava bens no valor de um milhão era justa, esta passa a ser imensamente injusta porque a maioria dos cidadãos enquadra-se nela.

Ora, é claro que nada disto é verdade. E que os ânimos políticos em Portugal estão tão elevados, que as pessoas já nem pensam, disparam simplesmente. Quando a direita ataca a esquerda responde e o contrário!

A frase anunciada pela deputada do Bloco de Esquerda não foi em nada inocente. Acabou por se revelar infeliz para um quadrante, mas tenho sérias dúvidas que tenha sido infeliz para aqueles a quem o Bloco se dirige.
Mas tenha sido por infelicidade pura, ou propositada o problema é que os dois lados têm razão.

Ou seja tal como existem ricos corruptos, existem pobres acomodados.
Mas estas duas realidades brutalmente distintas, têm algo em comum a falta de ética!
Ambos os grupos não têm problemas em roubar ao Estado e desta feita a não contribuir para o bem comum.

Será ingénuo acreditarmos que os chamados ricos em Portugal são todos bonzinhos e cumpridores.
Eu por exemplo lembro-me da época dos subsídios para a criação de empresas em Portugal, da década de 90. E conheço vários casos de queijarias na minha zona, criadas mas nunca de verdade. Ou seja criava-se a empresa, concorria-se ao fundo, o dinheiro vinha, estabeleciam um esquema com fornecedores e distribuidores (tudo fictício) e ao fim de ano e meio abriam insolvência. No meio de tudo isto com o dinheiro que nunca foi gasto de verdade comprou-se carros e casas! O mesmo aconteceu na área da formação e em outras.
Estas pessoas não eram pobres. Não fazem parte do grupo que vai para a Segurança Social pedir os subsídios sociais. São aquilo que em bom português sempre se chamou de "chicos espertos"!

Como seria também ingénuo  acreditarmos que não existem cidadãos que vivem propositadamente à custa do dito Estado Social. Fui voluntária em acção social durante anos suficientes, para infelizmente conhecer imensos casos.

No entanto, quer num caso quer no outro também existe gente digna e honrada. Gente que trabalha arduamente e que não tira nada a ninguém e que consegue acumular riqueza.

Eu que sempre estive no meio, ou seja, nunca fui rica (e a esta altura da vida já sei que nunca vou ser), mas que também nunca vivi da esmola de ninguém, gostava de acreditar que é possível educarmos cada cidadão a querer contribuir para o bem comum.
Para isso seria muito importante, que esta dita classe média, agora indignada se deixasse de tretas, entre direita e esquerda (diferenças essas que cada vez se notam menos) e passasse a exigir de verdade contas ao Estado e a perceber onde é que se gasta o dinheiro de cada um de nós.

Acredito que este exercício seja mais fácil do que parece, afinal somos somente 6 milhões de população activa e menos que isso de população activa empregada!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A minha filha mais velha ontem suspirou e disse-me "mãe acho que nos fazia bem um break!".

Ainda que por dentro tenha ficado com vontade de gritar e barafustar, respondi somente, "pode ser, para quando?".
Eu já ia a descer as escadas quando ela respondeu "talvez no Verão seja possível, até lá acho que preciso demasiado de ti para garantir tudo o que tenho para fazer"!

Ainda bem que por vezes conseguimos morder a língua e que são eles sozinhos que percebem os disparates que dizem.
No fim claro, que me restou sorrir.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Actividades

Todos os anos a loucura é igual
A escola começa e os professores anunciam as novidades que andaram a planear.
Os miúdos trazem listas e mais listas, das actividades disponíveis e pedem tudo e mais alguma coisa.

A Matilde este ano começa mais dois desafios. Vai mudar de agrupamento de Escuteiros.
Dado estar no sexto ano teria de mudar de secção, assim aproveita e vai com as amigas para um agrupamento maior e mais longe. Vai ser uma grande aventura, que vai certamente obrigar o pai às quintas-feiras a maiores viagens.
Além disso a escola começou este ano um clube de GAA e claro está, a nossa miúda já faz parte da equipa!
Como tal este ano a Natação vai ficar parada, porque entre o futebol e o GAA já tem suficiente tempo para gastar energia.

As gémeas queriam mesmo começar algo novo,
Mas depois de muito falarmos perceberam que com 8 anos, fazer ballet (no caso da Mariana), Irish Dance (no caso da Madalena), natação e estar nos escuteiros já as obriga a um horário em que só terão duas tardes livres por semana.
E também precisam de brincar, correr, pular e tudo o resto!

Pelo menos até Dezembro este será o plano.
Em Janeiro, tenho a certeza que surgirão novos pedidos.