Uma das coisas que eu acho fantástica por aqui, é que tudo existe via web.
E como tal a escola das miúdas tem o seu site com inúmera informação.
Assinamos (ou não, claro!) as ditas autorizações quando matriculamos as crianças e como tal podem ser publicadas fotos delas nas salas de aula.
Este ano temos sorte que a professora das gémeas, é uma das que mais actualiza o web site.
E como tal de em vez quando lá vou espreitar o que andam elas a fazer na escola.
http://www.stmarysnssandyford.ie/senior-infants-mrs-kalisa.html
segunda-feira, 9 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
...
existem de facto dias da treta.
estar longe é ter a certeza que nunca mais encontramos nada igual quando voltarmos.
Tanta gente para abraçar.
Tanta lágrima para limpar.
E este sentimento de total impotência...
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/militar-encontrado-morto-em-alojamento-da-base-aerea-de-beja-1688222
estar longe é ter a certeza que nunca mais encontramos nada igual quando voltarmos.
Tanta gente para abraçar.
Tanta lágrima para limpar.
E este sentimento de total impotência...
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/militar-encontrado-morto-em-alojamento-da-base-aerea-de-beja-1688222
e é isto que se passa no meu país
Existe um ex-primeiro ministro preso preventivamente por suspeita de crimes de corrupção, que envia durante a noite uma carta para um dos maiores jornais impressos diários do país, a criticar a conduta do actual primeiro ministro, devido a dívidas que este último possuiu à Segurança Social e aparentemente ao fisco!
Sim não é um programa de humor é a realidade...
E foi capa do dito jornal centenário!
Sim não é um programa de humor é a realidade...
E foi capa do dito jornal centenário!
quinta-feira, 5 de março de 2015
Feira do Livro
Por orientações do próprio ministério, esta semana por aqui celebramos o livro.
Como tal existem um número variado de actividades sobre os livros nas escolas.
Ontem, hoje e amanhã (bolas estas letras fazem parte de uma canção do José Cid, mas não consigo escrever de outra forma!) a escola tem uma Feira do Livro.
É tudo muito simples, basicamente existem uns expositores com inúmeros livros, orientados pelas idades. Os expositores são portáteis e de fácil manuseamento. As crianças entram na sala escolhem os livros, antes em casa recebemos uns vales de descontos para promover a compra e recebemos também o catálogo com alguns dos livros que estão para venda.
Para venda estão ainda artigos diversos escolares.
Os miúdos são direccionados para a sala pelos professores e literalmente servem se.
Dirigem-se à pessoa responsável, que simplesmente faz as contas e aceita o dinheiro.
Ontem quando lá cheguei para ajudar, de inicio assustei me porque de facto não fazem nenhum controlo, é simples e à confiança.
E o melhor é que a escola é premiada pela iniciativa, recebendo para a sua biblioteca um livro por cada livro vendido na Feira do Livro.
As miúdas já escolheram os seus e eu comprei um saco bem catita de pano, onde se lê: " I <3 books="" p="">
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Como tal existem um número variado de actividades sobre os livros nas escolas.
Ontem, hoje e amanhã (bolas estas letras fazem parte de uma canção do José Cid, mas não consigo escrever de outra forma!) a escola tem uma Feira do Livro.
É tudo muito simples, basicamente existem uns expositores com inúmeros livros, orientados pelas idades. Os expositores são portáteis e de fácil manuseamento. As crianças entram na sala escolhem os livros, antes em casa recebemos uns vales de descontos para promover a compra e recebemos também o catálogo com alguns dos livros que estão para venda.
Para venda estão ainda artigos diversos escolares.
Os miúdos são direccionados para a sala pelos professores e literalmente servem se.
Dirigem-se à pessoa responsável, que simplesmente faz as contas e aceita o dinheiro.
Ontem quando lá cheguei para ajudar, de inicio assustei me porque de facto não fazem nenhum controlo, é simples e à confiança.
E o melhor é que a escola é premiada pela iniciativa, recebendo para a sua biblioteca um livro por cada livro vendido na Feira do Livro.
As miúdas já escolheram os seus e eu comprei um saco bem catita de pano, onde se lê: " I <3 books="" p="">
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quarta-feira, 4 de março de 2015
Saint Patrick's day
Ontem as gémeas tiveram uma peça de fantoches na escola para contar a história de Saint Patrick (desculpem, mas São Patrício é um nome que fica esquisito!!!). E de noite tiveram a contar me a mim a história.
Eu já conhecia, porque é impossível viver na Irlanda e não ficarmos a conhecer a história do seu padroeiro, mas achei o máximo ouvir a "versão" delas.
Primeiro porque é sempre contada a 2 vozes. Depois porque para elas a parte mais importante de qualquer história é as tontices, ou as "funny parts" como agora são referenciadas aqui em casa.
Depois porque o raciocínio delas é de 6 anos, a forma como elas ainda percebem e conseguem transmitir aquilo que ouvem ainda é muito puro, livre de preconceitos, ou julgamentos e isso torna qualquer história ainda mais interessante.
Depois porque contam coisas como:
"Mãe ele morreu com um 4 e 2 anos"
"Ele ensinou os irlandeses que rezar era a God, e que God é igual a um clover, porque é 3" (conta-se de facto que Saint Patrick usava o trevo de 3 folhas, tão comum nesta terra para explicar a Santíssima Trindade)
"Ele tomava conta de porcos e quando fugiu no barco os porcos seguiram-no, e foi graças a isso que o capitão o deixou embarcar no barco, porque assim iam comer os porcos" (isto seguido de gargalhadas esteriofonicas e vibrantes)
A capacidade delas de reterem uma história em inglês e depois a traduzirem para português para me contarem, continua a espantar me. Existem inúmeras palavras que elas não sabem a tradução e devido a tal, combinamos que nessas alturas usam a palavra em inglês e eu ensino-lhes a palavra correcta em português, por enquanto vai resultando... mas por vezes já me começa a ser difícil.
Eu já conhecia, porque é impossível viver na Irlanda e não ficarmos a conhecer a história do seu padroeiro, mas achei o máximo ouvir a "versão" delas.
Primeiro porque é sempre contada a 2 vozes. Depois porque para elas a parte mais importante de qualquer história é as tontices, ou as "funny parts" como agora são referenciadas aqui em casa.
Depois porque o raciocínio delas é de 6 anos, a forma como elas ainda percebem e conseguem transmitir aquilo que ouvem ainda é muito puro, livre de preconceitos, ou julgamentos e isso torna qualquer história ainda mais interessante.
Depois porque contam coisas como:
"Mãe ele morreu com um 4 e 2 anos"
"Ele ensinou os irlandeses que rezar era a God, e que God é igual a um clover, porque é 3" (conta-se de facto que Saint Patrick usava o trevo de 3 folhas, tão comum nesta terra para explicar a Santíssima Trindade)
"Ele tomava conta de porcos e quando fugiu no barco os porcos seguiram-no, e foi graças a isso que o capitão o deixou embarcar no barco, porque assim iam comer os porcos" (isto seguido de gargalhadas esteriofonicas e vibrantes)
A capacidade delas de reterem uma história em inglês e depois a traduzirem para português para me contarem, continua a espantar me. Existem inúmeras palavras que elas não sabem a tradução e devido a tal, combinamos que nessas alturas usam a palavra em inglês e eu ensino-lhes a palavra correcta em português, por enquanto vai resultando... mas por vezes já me começa a ser difícil.
Foto do ano passado na parada de Saint Patrick
terça-feira, 3 de março de 2015
saudade
Em momentos como agora, lembro-me de ti com muita força, com detalhes. Saber que existes neste mesmo instante, lá longe, inunda-me.
Sinto a tua falta. Sei que se começasse agora a enumerar as tuas qualidades, haveria de me perder em alguma, enlevado, antes de conseguir dizê-las todas. Ou talvez não seja possível esgotá-las. Foi precisa esta distância para reconhecer aquilo que, aqui, me parece tão evidente.
No entanto, há horas em que não estou a pensar em ti. Nesse tempo, ocupo-me de assuntos que estão à distância do braço, basta levantar o nariz para olhá-los de frente. Ainda assim, mesmo então, sei que este é um mundo em que existes. Por baixo de tudo, quase sempre sem palavras, há essa certeza. Seria insuportável um mundo em que não existisses.
Os lugares onde fui criança, onde cresci, ou mais tarde, onde a minha vida se decidiu, existem agora, lá longe, indiferentes talvez aos pensamentos que aqui desenvolvo sobre eles. Ao imaginá-los, com a devida diferença horária, deambulo por eles sem corpo, sou apenas olhos, alma, ignorado pelas paredes, pelas ruas, que prosseguem a sua existência sem mim.
Portugal, eu sei que uma parte da falta que sinto de ti é falta de mim próprio. Às vezes, misturo-me contigo na minha cabeça. Como um enorme espaço vazio, como um fantasma invisível, a ausência daquele que fui passeia-se em ti, Portugal. Como um eco que só eu sou capaz de ouvir, as tais paredes e as tais ruas ainda guardam a imagem daquele que fui, das ilusões que tinha, todas essas idades irrecuperáveis. Velhos que conheci novos passam a coxear por esses lugares e não me distinguem nas suas lembranças, crianças que não tinham nascido passam a correr por esses lugares e não me distinguem na sua imaginação.
Mas também sei, Portugal, que uma parte enorme da falta que sinto de ti é falta desse teu corpo subjetivo, desse teu ar, do teu porte, da tua presença física. Às vezes, nos lugares por onde passo, quando me lembro de ti como agora, quando me enches os olhos, parece que te vejo em toda a parte. Os sentidos enganam-me. Começa a parecer-me, por exemplo, que as pessoas lá ao fundo estão a falar em português. À distância de lhes distinguir o entusiasmo vago, mas sem lhe identificar a estrutura, sem divisão silábica rigorosa, parece-me que estão a falar em português, aproximo-me esperançado e, de repente, percebo que não e, por instantes, tudo em mim é injustificado: a minha postura, a minha posição, o meu posto. Foi precisa esta distância para reconhecer o privilégio, tão evidente, de estar rodeado de pessoas a falarem a mesma língua que eu.
Mas haveria muito mais, Portugal. És família profunda, és terra. És toda a história e todo o futuro, não exagero, és caminho. Como disse, não vou aqui enumerar tudo o que te distingue aos meus olhos. Sinto a tua falta, mas não chego a lugares onde não estejas. Levo-te comigo, Portugal. Estás agarrado à minha pele, à minha voz, a tudo o que sou capaz de pensar, sentir e ser. É através de ti, Portugal, que entendo o mundo inteiro.
por José Luís Peixoto
retirado daqui: http://upmagazine-tap.com/#saudade
segunda-feira, 2 de março de 2015
já está a valer a pena
A caracterização exacta de cada dia.
“Mothers took their mothering so seriously now. Their frantic little faces. Their busy little bottoms strutting into the school in their tight gym gear. Ponytails swinging. Eyes fixed on the mobile phones held in the palms of their hands like compasses."
― Liane Moriarty, Big Little Lies
“Mothers took their mothering so seriously now. Their frantic little faces. Their busy little bottoms strutting into the school in their tight gym gear. Ponytails swinging. Eyes fixed on the mobile phones held in the palms of their hands like compasses."
― Liane Moriarty, Big Little Lies
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